O Comité Conjunto de Vacinação e Imunização do Reino Unido acredita ser ainda desnecessária uma quarta vacina contra a covid-19, já que as atuais doses de reforço continuam a proporcionar forte proteção contra doença grave causada pela variante Ómicron.

Segundo os mais recentes números oficiais da Agência de Segurança Sanitária do país, para a população britânica com mais de 65 anos, a proteção perante as hospitalizações por covid-19 continua a situar-se em 90%, três meses depois de administradas as doses de reforço ou a terceira injeção.

Quanto à proteção contra doença grave garantida pelas duas doses de reforço da vacina, esta cai para 70% três meses depois e para 50% após seis meses.

Perante estes dados, os assessores do Comité Conjunto de Vacinação recomendaram ao governo britânico que continue, por agora, a dar prioridade ao programa para vacinar com a dose de reforço todos os adultos do país, em vez de começar a oferecer a quarta dose a grupos vulneráveis, como os maiores de 80 anos ou os residentes em lares para idosos.

"Os dados atuais mostram que a dose de reforço continua a proporcionar elevados níveis de proteção face a doença grave, inclusive para os grupos mais idosos e vulneráveis", indicou o perito Wei Shen Lim, presidente do Comité Conjunto, em declarações publicadas hoje nos media nacionais.

Por este motivo, o especialista acrescentou que o Comité concluiu “que não há uma necessidade imediata de introduzir uma segunda dose de reforço”, apesar de continuar a ser analisada.

Os dados atuais, referiu, são “altamente animadores”.

Estes dados têm por base um estudo elaborado pela Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido, que averigua as doses de reforço para maiores de 65 anos.

O Reino Unido comunicou na sexta-feira 178.250 novos casos nas últimas 24 horas, mais 47% do que há duas semanas – com 121.371 positivos - e mais 229 muertes devido à doença.

/ AG