* Por Rui Paiva

A FIGURA: Morita

Que jogão do Tsubasa dos Açores. Foi fundamental em toda a estratégia de jogo do Santa Clara. Foi essencial para o equilíbrio da equipa, fazendo a formação açoriana manter a posse de bola, trocando o esférico ao longo do terreno. Assumiu a batuta da equipa, indo buscar o jogo atrás quando necessário e embalando a equipa para a frente. Saiu aos 75 minutos completamente esgotado.

O MOMENTO: golo inaugural, minuto 4

O golo de Carlos Júnior logo a abrir o jogo foi a recompensa pela excelente entrada do Santa Clara. O primeiro golo marcou a tónica do jogo. O Partizan ficou desorientado e os açorianos ficaram confortáveis no encontro. A partir daí, a equipa de Daniel Ramos conseguiu gerir como quis: quando foi necessário recuou e defendeu; quando foi possível, assumiu a posse de bola e lançou-se para o ataque.

OUTROS DESTAQUES

Ricardo: o avançado do Partizan, mesmo estando sozinho lá na frente, não deixou de dar trabalho aos defesas açorianos. O cabo-verdiano, com passagens pelo Vizela, Vitória de Guimarães e Nacional, além de ser possante fisicamente, joga bem com a bola nos pés e é de remate fácil. Foi o elemento mais desequilibrador do Partizan.

Carlos Júnior: o homem está num grande momento de forma. O anormal é já ele não marcar. Mais um golo para a conta de Carlos Júnior. Batalhou muito entre os defesas sérvios, que nunca souberam lidar com ele.

Lincoln: um dos melhores elementos da equipa açoriana. Desequilibrador, esteve duas vezes perto do golo em dois remates de fora da área e a coragem do Santa Clara, que nunca deixou de procurar aumentar a vantagem, também se deveu muito a ele.