A associação ambientalista Quercus exigiu, esta sexta-feira, que a Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas (ETES) de Leiria seja rapidamente viabilizada, para se acabar com as descargas na Ribeira dos Milagres, noticia a «Lusa».

«Esperamos que a ministra tome medidas e rapidamente se arranje forma de viabilizar de uma vez por todas a ETES», disse à «Lusa» a presidente da Quercus. Susana Fonseca pede ainda que a nova ministra «fiscalize» o sector das suiniculturas.

Susana Fonseca mostra-se ainda indignada por as descargas ainda «continuarem» na Ribeira dos Milagres.

«Lamento que o problema, passados todos estes anos, continue por resolver, prejudicando o ambiente e as pessoas que aí vivem, depois de tantas propostas, tantos debates e discussões em torno das soluções», disse.

A Quercus vai solicitar uma audiência à ministra Dulce Pássaro e espera justamente abordar o problema das descargas naquele curso de água.

No último domingo, a Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres alertou para uma nova descarga poluente para a ribeira, ocorrências que se repetem há anos, prevendo-se que o problema fique resolvido com a construção da ETES, da responsabilidade da Recilis.

A ETES é um investimento na ordem dos 18 milhões de euros e da responsabilidade da Recilis. Em declarações à «Lusa», o presidente da empresa, David Neves, alertou que, «mesmo resolvendo a questão das descargas das suiniculturas, não vamos ter a Ribeira dos Milagres limpa». Isto porque, diz David Neves, as «características» das «últimas descargas anunciadas, nada têm a ver com as descargas das suiniculturas».

Por isso, diz David Neves, «responsabilizar sempre as suiniculturas por tudo o que de mau se passa na bacia hidrográfica do Rio Lis não é uma forma séria de analisar o problema ambiental da região».
Redação / ASC