A linha telefónica «Opções» de informação sobre gravidez não desejada recebeu 400 chamadas em seis meses, principalmente pedidos de informação sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez, uma prática justificada, pela maioria dos autores das chamadas, pela sua situação económica, noticia a agência Lusa.

De acordo com um balanço da Associação para o Planeamento da Família (APF), responsável por esta linha telefónica (700200249), das 400 chamadas recebidas nos primeiros seis meses de funcionamento deste serviço, 219 foram pedidos de informação sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG).

Destes, 68 por cento foram pedidos de IVG, 17 por cento foram informações legais e 15 por cento informações médicas.

Para o pedido de IVG, o motivo mais evocado foi a situação económica dos autores das chamadas, seguido do desejo de não ter mais filhos e da situação profissional.

A maioria das pessoas (68 por cento) usava contracepção, sendo a pílula o método mais utilizado (mais de 45 por cento), seguido do preservativo (mais de 35 por cento).

Dos casos de gravidez não desejada, a maioria (57,45 por cento) tinha uma provável idade gestacional inferior a seis semanas, 29,79 por cento entre sete e dez semanas.

Com mais de dez semanas (o limite permitido por lei) encontravam-se 6,38 por cento entre onze a doze semanas e 6,38 por cento com mais de 12 semanas.

As mulheres são quem mais liga para a Linha Opções (86 por cento), com a idade entre os 20 e os 35 anos a ser predominante nas chamadas.
Portugal Diário