O selecionador nacional, Fernando Santos, deixou esta terça-feira a ideia de que não há maior ou menor conforto pelo facto de a equipa de Portugal já ter sido praticamente toda vacinada contra a covid-19.

«Não sou médico, estas questões deviam ser feitas à DGS [Direção-Geral da Saúde], porque não sou médico e não sei o que a vacinação nos traz de diferente. Não está provado que quem está vacinado não possa testar positivo. Não sei, se calhar estou a dizer alguma baboseira. Sei que quem está vacinado, como eu, que já tomei as duas doses, mas há muito tempo, que tem menor probabilidade de correr riscos. O que me sinto seguro, isso sim - e como disse o Rúben Neves - é com o que tem sido feito em termos de cumprimento escrupuloso das normas da DGS: afastamento, máscara, testes, tudo o que temos de fazer e temos feito bem», afirmou, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com Israel, quando questionado até pelo exemplo do caso positivo de Sergio Busquets na seleção de Espanha.

«Tivemos aqui um caso em que tivemos três jogadores positivos há praticamente um ano e penso que as pessoas até ficaram um bocadinho mal impressionadas comigo quando disse que não acreditava que mais algum jogador da seleção testasse positivo. E a razão era simples: sei como trabalhamos aqui, a responsabilidade dos jogadores, equipa técnica e staff. Mas tivemos um caso agora, do Guedes. Ele testou positivo lá. Aqui, tenho a certeza que não lhe vai acontecer nada. O que eu faço é pedir a todos os portugueses que se vacinem, para bem deles e para bem de todas as pessoas. Eu já o fiz, da minha parte já dei o exemplo», concluiu.

Portugal defronta Israel às 19h45 desta quarta-feira, no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

Sérgio Pereira / Cidade do Futebol, Oeiras