Portugal vai enfrentar os dois últimos campeões do mundo na fase de grupos do Euro 2020, mas para Sérgio Oliveira o jogo mais difícil será o primeiro.

Antes de Alemanha e França, o foco está na Hungria.

«O jogo mais complicado é o primeiro. É a Hungria. É com isso que temos de nos preocupar. Não vale a pena pensar nos outros dois. O primeiro vai ser um jogo bastante difícil. A Hungria vai jogar em casa com adeptos, coisa que neste último ano foi raro para nós. Para eles será uma mais-valia», afirmou o médio da Seleção, em conferência de imprensa, salientando o facto de a seleção magiar disputar os seus jogos num estádio cheio, com mais 67 mil pessoas, sem restrições de público devido à pandemia.

Este será o primeiro grande torneio de Sérgio Oliveira com a equipa das quinas, mas o jogador do FC Porto diz que mesmo aqueles que estão habituados a estes palcos, mesmo que seja a nível interno, sentem sempre um nervoso miudinho.

«É isso que nos faz viver, ter paixão pelo que fazemos, essa ansiedade, querer jogar e ganhar», acrescentou.

Questionado sobre a condição física, depois da época mais preenchida da carreira (48 jogos), Sérgio Oliveira garantiu sentir-se bem.

«É óbvio que foi uma época bastante exigente, mas quem quer jogar num patamar alto, é normal que assim aconteça. O desgaste é normal, mas temos bastantes dias para recuperar, e de certeza que vamos chegar ao Euro na máxima força», afirmou.

«Esta primeira semana é sempre de adaptação, a níveis físicos, embora não tenhamos parado muito tempo. Alguns não pararam nada. Serve, acima de tudo, para mudar para um contexto diferente dos clubes, para uma forma de jogar diferente, e estamos a focar-nos naquilo que o mister quer. É uma semana de adaptação», acrescentou.

Nuno Travassos / Cidade do Futebol, Jamor