Rui Jorge ficou satisfeito com a vitória de Portugal sobre Gibraltar por 4-0, mas deixou um alerta para os seus jogadores: «Vêm aí jogos mais difíceis». O primeiro adversário na corrida à fase final do Euro 2021 limitou-se a defender e o selecionador espera um jogo bem mais complicado, na próxima terça-feira, na Bielorrússia.

A fasquia para este jogo estava elevada depois da Bielorrúsia ter marcado dez golos sem resposta a Gibraltar. «Poderíamos ter conseguido um resultado diferente, mais volumoso, mas não era isso propriamente que me interessava hoje. Tivemos oportunidade para construir um resultado diferente. Tentamos corrigir alguns problemas de posse e circulação de bola. Este jogo deixou-me a sensação de que podemos melhorar nesses aspetos, mas jogámos sempre no ultimo terço do campo do adversário», começou por destacar o selecionador no final do jogo.

Um jogo que serviu de estreia de escalão para a maioria dos titulares. «Isto é um espaço diferente, é um nível competitivo diferente, foi o que lhes disse. Existem três ou quatro seleções que não têm o nível das outras, Gibraltar é uma delas. Não tem nada a ver com o resto da qualificação. Era um jogo que tínhamos de fazer e procuramos melhorar alguns aspetos da nossa equipa», insistiu.

Rui Jorge deixou alguns dos habituais titulares nos respetivos clubes de fora deste jogo. Foram os casos de Nuno Tavares, mas também de Romário Baró. «Foi por razões diferentes. O Jota só ontem é que treinou. O Nuno [Tavares] estava com uma ligeira dor no joelho. O Baró foi também uma questão de gestão. Algumas das escolhas foram também a pensar no próximo jogo também», explicou.

O próximo jogo será precisamente com a Bielorrússia. «Vai ser um jogo bastante diferente. Já vamos encontrar jogadores com capacidade individual superior, com capacidade para provocar dano na nossa defesa. Também são mais possantes, a nível físico, vai ser um jogo muito diferente», analisou.

Dany Mota foi a principal referência do ataque português. Um avançado desconhecido da maioria, uma vez que nasceu no Luxemburgo, joga nos sub-23 da Juventus e nunca jogou em Portugal. Esta noite marcou dois golos e desperdiçou uma grande penalidade. «Tem boa técnica, velocidade, foram essas as características que nos levaram a apostar nele. Tem características diferentes. Tem características não muito usuais nos nossos avançados, mas acredito que nos pode ajudar muito», referiu ainda.

Ricardo Gouveia / Complexo Desportivo de Alverca