O ministro da Economia considerou esta sexta-feira que o mercado único europeu é ainda uma “construção incompleta”, com “barreiras a eliminar”, mas o seu melhor funcionamento deve ser um alicerce da recuperação da economia pós-pandemia.

“O mercado interno é provavelmente o maior valor que a União Europeia oferece aos seus cidadãos e às suas empresas. […] Mas o mercado único é ainda uma construção incompleta, sabemos que ainda temos barreiras a eliminar em muitas áreas de atividade […] e sabemos também que o mercado único pode ter algumas fragilidades”, afirmou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Pereira, na abertura do ‘webinar’ de encerramento do Fórum do Mercado Único - SIMFO 2021, organizado pela Comissão Europeia e pela Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (UE).

O governante considerou que neste momento em que já se vê o fim da pandemia, a reconstrução da economia deve ser alicerçada “no melhor funcionamento do mercado único”, para que as empresas sejam capazes “de melhor enfrentarem os desafios da dupla transição digital e climática”.

No fórum de hoje serão debatidas as principais tendências e transformações no mercado único europeu, no cenário pós-pandemia.

Siza Vieira destacou a importância de debater sobre a “prevenção dos entraves ao funcionamento do mercado interno” e sobre a aplicação concreta das diretivas sobre serviços e transparência.

O comissário Europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, também participou na abertura dos trabalhos e defendeu que, com a reabertura da Europa e a economia a recuperar, o momento é “bom” para discutir o mercado único.

“Sejamos honestos, fomos todos apanhados de surpresa. Nós tínhamos o mercado único como garantido. A pandemia forçou-nos de forma abrupta a pôr tudo em perspetiva”, admitiu o comissário.

Thierry Breton considerou que a pandemia tem sido um teste à resiliência do mercado único, mas foi também uma “disrupção importante” que funcionou como um “motor” para que o sistema se mantenha competitivo.

“Para muitas empresas, a digitalização acelerada pela pandemia foi também um catalisador para a mudança para o ‘e-commerce’ [comércio eletrónico]”, apontou.

Em 01 de janeiro deste ano Portugal assumiu a presidência semestral do Conselho da União Europeia, que termina em 30 de junho.

/ RL