O primeiro-ministro disse esta terça-feira esperar obter um acordo com os parceiros sociais sobre a evolução do Salário Mínimo Nacional a partir de 2011, dizendo que a questão deve voltar a discutir-se porque alterou-se o quadro económico de Portugal.

A posição de José Sócrates foi assumida perante os jornalistas, em São Bento, Lisboa, depois de ter estado reunido mais de duas horas com representantes das 11 maiores empresas exportadoras nacionais: Petrogal, Autoeuropa, Soporcel, Continental, Bosh, Somincor, Citroen, Repsol, Cácia, Efacec e BA Vidro.

Interrogado sobre a evolução do salário mínimo em 2011, o primeiro-ministro disse que o Executivo pretende voltar a discutir essa questão com os parceiros sociais, alegando que houve um «quadro [económico] que se alterou».

«Esperamos conseguir um acordo que possa satisfazer quer a parte empresarial, quer a parte sindical. O Governo está a trabalhar nesse sentido», disse José Sócrates, citado pela Lusa.

Sócrates nega intenção de facilitar despedimentos

Já sobre as possíveis alterações ao Código de Trabalho, o primeiro-ministro negou que o Governo pretenda flexibilizar os despedimentos, recusando qualquer pressão da Comissão Europeia nesse sentido.

José Sócrates sublinhou, antes, a intenção de diálogo com os parceiros sociais e de aplicar, de forma «exequível» e «pragmática» a reforma do Código Laboral de 2008.

O objectivo, segundo o chefe do Governo, não é facilitar os despedimentos, mas antes «facilitar o emprego e o trabalho».
Redação / RL