Um homem de 40 anos, brasileiro, que foi resgatado à tarde do mar em Porto Covo, concelho de Sines, morreu no Hospital do Litoral Alentejano, confirmou a diretora do serviço clínico da unidade hospitalar.

O indivíduo foi transportado para o hospital em Santiago do Cacém, a cerca de 30 quilómetros da praia, após "mais de uma hora" de manobras de reanimação no areal da praia de Porto Covo, depois de ter sido resgatado do mar por nadadores-salvadores.

Quando o senhor entrou, por volta das 17:00, estavam fazer as manobras de reanimação e já dentro do serviço de urgência mantiveram-se as manobras, mas acabou por ser declarado o óbito", disse à agência Lusa, a diretora clínica do hospital, Alda Maria Pinto.

A mesma fonte indicou que foram aplicados "todos os protocolos habituais nestes casos de reanimação e foi declarado o óbito no serviço de urgência".

A informação que nós temos é que a causa da morte mais provável teria sido o afogamento. Entretanto é sempre submetido a autópsia para determinar a causa exata da morte", esclareceu ainda Alda Maria Pinto.

Tarde fatal

Pai e filha foram resgatados da água, nesta quinta-feira, na praia pequena de Porto Covo, no concelho de Sines, confirmou a TVI24 junto de fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O homem, de 40 anos, encontrava-se em estado grave, depois de sofrer uma paragem cardiorrespiratória. Depois de mais de duas horas e meia a ser assistido pelo INEM na praia, a vítima recuperou os sinais vitais e foi transportado para o hospital do Litoral Alentejano, eram 16:47. Mãe e filha também foram encaminhadas para a mesma unidade de saúde.

A filha, de 13 anos, que tinha sido colocada nas rochas pelos nadadores-salvadores para poderem prestar assistência ao pai na água, sofreu apenas escoriações e não apresentava cuidados de maior.

O alerta foi dado às 14:06 para a existência de duas vítimas de afogamento. Para o local foi deslocada uma embarcação e uma viatura do projeto "Sea Watch", que patrulham as praias portuguesas, com dois nadadores-salvadores, disse o comandante do Porto de Sines, Sá Coutinho, à TVI24. A praia não é vigiada e é perigosa devido à existência de agueiros, adiantou, ainda, o responsável.

A mãe, que não estava no local, recebeu assistência por se encontrar em estado de choque.

No local estiveram os bombeiros de Sines e Santo André, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Litoral Alentejano, duas carrinhas do Instituto de Socorros a Náufragos, a Polícia Marítima de Sines e o comandante do Porto de Sines, num total de 18 operacionais.

Apesar de hoje ser dia 1 de junho, a época balnear ainda não abriu no concelho de Sines.