Morreu uma das últimas moradoras resistentes do prédio Coutinho. A mulher de Agostinho Correia, um dos mais carismáticos e mediáticos moradores do prédio estava hospitalizada. Agostinho Correia, de 89 anos, já várias vezes tinha dito que a mulher estava em estado muito grave. 


Agostinho Correia permaneceu no prédio, na última semana,  na companhia de um dos filhos. Saiu do prédio para visitar a mulher depois de ter sido garantido que poderia regressar. 

O prédio Coutinho é um edifício de 13 andares situado no Centro Histórico de Viana do Castelo que o Programa Polis quer demolir, considerando que choca com a linha urbanística da zona.

A demolição está prevista desde 2000, mas ainda não foi concretizada porque os moradores interpuseram uma série de ações em tribunal para travar a operação.

No prédio, viviam cerca de 300 pessoas, restando agora nove.

A ação de despejo dos nove últimos moradores no prédio esteve prevista para a passada segunda-feira, mas não se concretizou.

Esta segunda-feira, o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga aceitou a providência cautelar movida no dia 24 pelos últimos moradores do prédio, ficando assim suspensos os despejos. Os moradores puderam sair pela primeira vez à rua, depois de oito dias fechados em casa, sem água, luz e gás.