O presidente da Câmara de Pinhel, no distrito de Guarda, anunciou, neste domingo, que as aulas no concelho não vão ser presenciais nas duas próximas semanas por causa da situação epidemiológica.

Segundo Rui Ventura, em declarações à agência Lusa, falta apenas a confirmação da Direção Regional de Saúde, depois de as autoridades de saúde local e distrital terem concordado com a passagem das aulas presenciais a não presenciais.

O concelho regista 129 casos na comunidade, mais 48 no lar da Santa Casa da Misericórdia de Pinhel, que foi atingido por um surto.

"Dos utentes positivos, quatro [todos mulheres] encontram-se internados no Hospital Sousa Martins [Guarda], uma delas em estado muito grave na Unidade de Cuidados Intensivos", adiantou o provedor Luís Videira Poço, salientando que ainda não se registaram vítimas mortais na instituição.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pinhel adiantou que a instituição recebeu hoje uma brigada de intervenção rápida de apoio aos lares com surtos de covid-19 vinda do Porto, com quatro elementos.

Escolas em Mêda também sem aulas presenciais nas próximas duas semanas

Também o Agrupamento de Escolas de Mêda, igualmente no distrito da Guarda, anunciou que, nas próximas duas semanas, as aulas do segundo período letivo não serão presenciais devido "à atual situação epidemiológica" da covid-19 no concelho.

Numa informação divulgada esta manhã, nas redes sociais, o presidente do Agrupamento, Luís Filipe Lopes, salienta que se trata de uma "medida preventiva e de mitigação".

"Apelamos à tranquilidade, compreensão e colaboração de toda a comunidade", lê-se no comunicado.

O município anunciou também hoje que os mercados semanais das próximas duas segundas-feiras foram cancelados, salvaguardando que a "Praça do Mercado permanecerá aberta ao público" para acesso a bens de primeira necessidade.

O presidente da Câmara, Anselmo Sousa, numa mensagem publicada no sábado já tinha dito que o início do ano ficou “marcado pelo aparecimento de diversos surtos de covid-19” na comunidade local.

Hoje de manhã, a Santa Casa da Misericórdia da Mêda anunciou que morreram duas pessoas na sequência de um surto de covid-19 num dos três lares da instituição.

Na quinta-feira foi divulgada a existência de um surto naquele espaço que infetou 65 utentes e 26 funcionários, situação que se mantém inalterada "no número de casos ativos".

Oliveira do Hospital adia regresso às aulas presenciais a partir do 2.º ciclo

O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital adiou o regresso às aulas presenciais por 14 dias para o 2.º e 3.º ciclos e secundário por causa do agravamento da situação epidemiológica no concelho, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o diretor do agrupamento justifica a decisão com o "aumento muito significativo" de casos positivos de covid-19 naquele município do distrito de Coimbra, "que está na iminência de passar a integrar a lista de concelhos com nível de risco extremamente elevado (segundo dados do serviço de saúde locais)".

"Atendendo à atual situação epidemiológica, e como medida preventiva e de mitigação, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, após parecer emitido pela Autoridade de Saúde competente, decidiu determinar a transição para o regime não presencial", refere a nota, assinada pelo diretor Carlos Carvalheira.

No entanto, as aulas para as crianças do pré-escolar e alunos do 1º ciclo vão decorrer normalmente, de forma presencial.

O diretor do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital apela "a que todos possam ser cooperantes, tolerantes e compreensivos para com uma situação que a todos está a preocupar e a afetar, mantendo a serenidade e tranquilidade necessárias para que, em conjunto, se possa ultrapassar esta fase menos boa".

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