A Ordem dos Médicos defende a administração da vacina da AstraZeneca a maiores de 65 anos, anunciou a entidade, nesta quarta-feira, considerando existirem "dados suficientemente robustos" que sustentem o alargamento.

Na sequência da evidência científica e dos dados mais recentes que têm vindo a ser conhecidos em relação às diferentes vacinas, o bastonário da Ordem dos Médicos e o Gabinete de Crise para a covid-19 entendem que existem dados suficientemente robustos para que a vacina do laboratório farmacêutico AstraZeneca seja alargada aos maiores de 65 anos", afirma, em comunicado.

Portugal já administrou, pelo menos, 30 doses desta vacina a maiores de 70 anos, segundo um relatório do Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla original), sobre a vacinação na União Europeia.

A entidade liderada por Miguel Guimarães considera, também, "benéfico" o alargamento do intervalo entre as duas doses da vacina da Pfizer, que foi alargado de 21 para 28 dias.

A Ordem vê também como benéfico o possível alargamento do intervalo entre as duas doses da vacina do laboratório farmacêutico Pfizer, entendendo que as mudanças referidas em relação a ambos os laboratórios podem ajudar a que a imunização chegue aos primeiros grupos de risco de forma mais célebre, sem comprometer a segurança e a eficácia", justifica.

A Ordem dos Médicos elogia, ainda, a "dinâmica" que o novo coordenador da Task Force trouxe ao Plano de Vacinação contra a covid-19.

A Ordem dos Médicos salienta como positiva a dinâmica incutida no Plano de Vacinação pela nova coordenação da Task Force, mantendo-se disponível para colaborar com as autoridades competentes em todo o processo", aponta, considerando que o plano deve ser "apoiado na ciência e nas prioridades definidas a nível nacional e internacional".

Catarina Machado