O Supremo Tribunal de Justiça deu ordem para libertar Raul Schmidt, arguido da Lava Jato detido em Portugal, depois de ter sido aceite um pedido de habeas corpus, uma vez que foram excedidos os prazos legais para a extradição para o Brasil, segundo confirmou a TVI junto do seu advogado, Alexandre Mota Pinto.

O mesmo tribunal já tinha recusado o primeiro pedido de libertação da defesa de Raul Schmidt, sendo que, segundo Alexandre Mota Pinto, o Supremo entendeu que o habeas corpus punha em causa a legalidade da prisão e não da extradição.

"O que mudou entretanto é que passaram dois meses e portanto os prazos legais foram ultrapassados", explicou.

O advogado sempre alegou a ilegalidade da extradição, pedida pelo Brasil, uma vez que Raul Schmidt tem nacionalidade portuguesa.

Segundo a decisão agora tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça, os juízes "declaram ilegal a detenção do requerente e determinam a sua libertação imediata".

Raul Schmidt foi libertado durante a tarde e já está em casa.