O Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto anunciou, esta segunda-feira, as medidas de coação de Joaquim Couto, ex- presidente da câmara de Santo Tirso, e da mulher, Manuela Couto, no âmbito da Operação "Teia". O político ficará em liberdade, mas será forçado a pagar uma caução no valor de 40 mil euros.

A mesma instância jurídica anunciou que a mulher do ex- presidente da câmara de Santo Tirso terá de ficar em prisão domiciliária. O TIC do Porto decidiu o mesmo para Costa Gomes, presidente da câmara de Barcelos, que fica também em prisão domiciliária.

Fonte judicial divulgou as medidas de coação esta segunda-feira definidas pelo TIC do Porto e da qual já se conhecia a do quarto detido, Laranja Pontes, ex-presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, que saiu em liberdade no sábado a troco de uma caução de 20 mil euros.

Joaquim Couto justificou a sua renúncia ao cargo de presidente da Câmara de Santo Tirso, e demais cargos públicos e políticos, para afastar suspeitas de interposição da sua parte na investigação.

Renunciei ao mandato na câmara, e a todos os cargos políticos, porque entendi que estávamos numa situação em que estava em causa a política e a atividade partidária, para que a justiça possa investigar e para que não haja nenhuma suspeita de interposição da minha parte nessa investigação, para que seja tudo claro e transparente", afirmou na curta declaração aos jornalistas à porta do Tribunal de Instrução Criminal do Porto.

A Operação "Teia" centra-se nas autarquias de Santo Tirso e Barcelos, bem como no IPO do Porto, e investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, traduzidas na "viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto", segundo um comunicado da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, o órgão de polícia criminal que apoia o Ministério Público neste caso.

Este sábado, o Ministério Público tinha pedido a medida de coação de prisão preventiva para o autarca e a mulher, Manuela Couto, também detida no mesmo caso.

Além da prisão preventiva pedida para Joaquim Couto e a mulher, o MP pediu prisão domiciliária com pulseira eletrónica para o autarca de Barcelos, enquanto Laranja Ponte saiu em liberdade no sábado a troco de uma caução de 20 mil euros.