Portugal não regista qualquer morte por Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira, que dá conta de 106 novos casos de infeção no país. O total de óbitos mantém-se, assim, em 1.738, enquanto o número de casos confirmados subiu para 51.569.

Trata-se do primeiro boletim sem óbitos desde aquele que foi revelado a 17 de março, e que era referente aos dados atualizados até ao fim do dia 16 de março, quando Portugal ainda tinha apenas uma vítima mortal confirmada.

Foram registados mais 127 casos de recuperação, num total de 37.111. O número de casos ativos em Portugal é, agora, 12.720.

O número de doentes internados também voltou a aumentar. São mais 12 os pacientes hospitalizados, dos quais 42 estão em unidades de cuidados intensivos (mais um em relação ao balanço anterior).

Boletim DGS - 3 de agosto

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou 66 dos novos contágios, o que corresponde a 62% do total de casos confirmados nas últimas 24 horas. Os restantes casos foram registados nas regiões Norte (mais 17), Centro (10), Algarve (5), Alentejo (2) e nas regiões autónomas dos Açores (5) e da Madeira (1). A Autoridade de Saúde Regional informa que existe apenas mais um caso confirmado, pelo que as informações constantes do boletim da DGS terão que ver com uma eventual atualização de dados.

A região Norte continua a registar o maior número de mortes (828), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (606, mais um do que no sábado), o Centro (252), Alentejo (22), Algarve (15) e Açores (15). Na Madeira não há mortes registadas.

Lisboa continua a ser o concelho com mais casos, num total de 4.562. Seguem-se as autarquias de Sintra (3.830), Loures (2.358) e Amadora (2.262).

O concelho mais afetado fora da região de Lisboa e Vale do Tejo é Vila Nova de Gaia, com 1.830 contágios confirmados.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 36.481 pessoas e 1.423 aguardam resultado laboratorial.

A região Centro tem 4.465 infeções confirmadas, mais 10 novos casos comparativamente a domingo, de acordo com o boletim atualizado hoje, que reúne dados até à meia-noite de domingo.

O Algarve totaliza 892 casos, mais cinco do que no domingo, e o Alentejo subiu para as 745 novas infeções confirmadas (mais duas).

A Madeira regista mais cinco casos do que no domingo, totalizando agora 113 infeções confirmadas, e zero mortes.

Nos Açores, a DGS contabilizou mais uma infeção do que no domingo, totalizando 168 casos de Covid-19.

O número de pessoas internadas é de 390 nas últimas 24 horas, representando mais 12 pessoas do que no domingo.

Nos cuidados intensivos estão hoje 42 pessoas, mais uma do que no domingo.

Em termos globais, há mais infetados na faixa etária entre 40 e 49 anos (8.544), seguindo-se a faixa entre 30 e 39 anos (contabiliza hoje 8.427 casos, mais 22 casos do que no domingo).

A faixa etária entre os 20 e os 29 anos, totaliza em Portugal desde o início da pandemia 7.892 casos, mais 15 do que no domingo.

Na faixa dos 50 aos 59 anos, registam-se 12 novos casos, uma subida de 7.781 para 7.793.

Com mais de 80 anos, tiveram infeções confirmadas 5.870 pessoas, mais três do que no domingo.

A Covid-19 já afetou em Portugal 1.869 crianças até aos nove anos e 2.366 entre os 10 e os 19.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 36.481 pessoas, mais 333 relativamente a domingo.

Aguardam resultado laboratorial 1.423 pessoas, menos 124 do que no domingo.

Os dados indicam que do total das vítimas mortais, 869 são homens e 869 são mulheres.

Por faixas etárias, o maior número de óbitos concentra-se nas pessoas com mais de 80 anos (1.165), seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (337), entre 60 e 69 anos (155) e entre 50 e 59 anos (55). Há ainda 20 mortos registados entre os 40 e 49 anos, quatro entre os 30 e 39 e dois entre os 20 e 29 anos de idade.

A região Norte continua a registar o maior número de mortes (828), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (606), o Centro (252), Alentejo (22), Algarve (15) e Açores (15).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 689 mil mortos e infetou mais de 18,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

António Guimarães / Atualizada às15:23