A ativista sueca Greta Thunberg mostrou-se grata pela forma como foi recebida em Lisboa, esta terça-feira, após 21 dias a viajar no mar, e apelou a todos para manterem pressão sobre os políticos com vista ao combate à crise climática. A adolescente não vai partir esta terça-feira para Madrid, onde decorre a cimeira das Nações Unidas sobre o clima, como estava previsto.

Sinto-me tão grata por ter feito esta viagem, por ter tido esta experiência, e tão honrada por ter chegado aqui a Lisboa”, afirmou a adolescente sueca, 

Em conferência de imprensa, Greta deixou a garantia de que não vai parar a luta para que os protestos dos jovens sejam ouvidos:

Não iremos parar, iremos continuar e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance: a viajar, a pressionar as pessoas que têm o poder para que coloquem as prioridades no devido lugar”, afirmou a ativista de 16 anos.

A ativista deixou um apelo às dezenas de ativistas que a receberam: “Continuem a ajudar-nos para tornar tudo isto possível”.

Instada a comentar a forma como alguns adultos a veem - como uma criança zangada -, respondeu que “as pessoas subestimam a força das crianças zangadas”, acrescentando: “Estamos zangados, frustrados, por uma boa razão. Se querem que deixemos de estar zangados, parem de nos tornar zangados".

A ativista disse que vai ficar alguns dias em Lisboa a descansar, antes de rumar a Madrid. Os planos iniciais indicavam que deveria seguir hoje de comboio para Madrid, mas toda a tripulação do veleiro “La Vagabonde” decidiu ficar mais algum tempo.

Greta Thunberg contou que a viagem foi incrível, ainda que nada fácil. A ativista esteve isolada durante três semanas, a viver num espaço limitado e com pouco que fazer. 

Agora vou ficar em Lisboa alguns dias”, disse a jovem, explicando que vai aproveitar para se informar do que se passou no tempo em que esteve isolada, que vai conhecer a agenda da COP25, e que vai participar na marcha que está marcada para sexta-feira na capital espanhola. “E depois de Madrid vou para casa, para o Natal”, acrescentou.

Depois de participar numa cimeira em Nova Iorque, a jovem ativista deveria ter viajado para o Chile, para a COP25, mas à última hora o governo chileno renunciou à organização do encontro devido à instabilidade social no país, tendo Madrid assumido a sua organização.

Por esse motivo a jovem sueca embarcou a 13 de novembro, de regresso à Europa, no catamarã “La Vagabonde”, como forma de evitar os aviões e a sua forte carga poluente.

No entanto, esta terça-feira, na conferência de imprensa, admitiu que é impossível que o seu exemplo seja seguido por todos. “Não estou a viajar assim para que todos o façam. Estou a viajar assim como símbolo”, declarou.

Antes da conferência de imprensa, Greta Thunberg foi recebida pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e pelo presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente, José Maria Cardoso, além de ativistas portuguesas da greve climática estudantil.

A adolescente foi partilhando imagens da sua chegada a Lisboa através do Instagram.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Lisbon!!

A post shared by Greta Thunberg (@gretathunberg) on

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Heading into Lisbon!!

A post shared by Greta Thunberg (@gretathunberg) on