O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) fez, esta segunda-feira, um balanço “muito positivo” da greve de 19 dias que terminou no domingo, avançando que a adesão foi superior à da paralisação realizada em dezembro.

O presidente do SICGP, Júlio Rebelo, disse à agência Lusa que a greve teve uma adesão de 90% nos estabelecimentos prisionais da zona de Lisboa e nas restantes prisões do país rondou os 60 a 70%.

Júlio Rebelo adiantou que foram afetados vários serviços, como as cantinas e o transporte de reclusos para diligências.

O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional realizou, entre 16 de janeiro e 03 fevereiro, um novo período de greve, depois de ter realizado uma outra paralisação entre 15 de dezembro e 06 de janeiro.

Júlio Rebelo adiantou que o sindicato vai realizar em breve um novo período de greve, faltando definir a data.

Em causa está a revisão do estatuto, atualização da tabela remuneratória, criação de novas categorias, novo subsídio de turno, alteração dos horários de trabalho e novas admissões.

Júlio Rebelo adiantou que neste momento não há qualquer processo de negociação com o Ministério da Justiça, que depois de uma reunião em dezembro não voltou a convocar o sindicato.

Em dezembro, a tutela propôs a promoção de mais de 100 guardas e a atualização da tabela remuneratória, idêntica à da PSP, mas o sindicato considerou a proposta inaceitável.