Um incêndio que deflagrou na segunda-feira, cerca das 5:00, continua a consumir mato na Calheta, na Madeira, e já chegou a ameaçar habitações. 

De acordo com o comandante dos bombeiros voluntários da Calheta, Jacinto Serrão, a zona onde lavram as chamas não ardia desde 2012. 

O fogo está a ser combatido por 50 operacionais e 20 viaturas de seis corporações de bombeiros. Não existem meios aéreos envolvidos, porque estes só se encontram operacionais durante o verão. 

As temperaturas altas para esta altura do ano e o vento forte tem dificultado o combate às chamas. Para esta terça-feira eram esperadas temperaturas máximas de 26 graus, numa zona onde por vezes neva no inverno.

A Polícia Judiciária encontra-se no local a investigar as causas do incêndio uma vez que existe suspeitas de mão criminosa. 

O incêndio começou no sítio da Lombada Velha, às 05:16 de segunda-feira, e desde então alastrou a várias localidades da freguesia, em zonas de mato e floresta, aproximando-se, por vezes com perigo, de algumas residências, devido ao povoamento disperso que caracteriza a região.

O Serviço de Proteção Civil da Madeira emitiu um ponto da situação, onde sublinha que as operações envolvem agora 16 meios terrestres das corporações de bombeiros da Calheta, Voluntários Madeirenses, Sapadores do Funchal, Câmara de Lobos, Porto Moniz/São Vicente e Machico.

Mário Gouveia / AM - Notícia atualizada às 19:00