Foi adiada a fase de instrução do ataque à Academia do Sporting, apurou a TVI junto de fonte do tribunal, nesta segunda-feira.

O início desta fase facultativa do processo, para evitar ir a julgamento, estava marcado para quarta-feira, às 10 horas, mas ficou sem efeito, sem ter sido adiantada uma nova data.

Em causa está o pedido de recusa dirigido ao juiz Carlos Delca, feito na semana passada pelo advogado de um dos arguidos.

Uma vez que o juiz fica impedido de mexer no processo até apreciação do Tribunal da Relação, a fase de instrução, que vai decorrer no Campus de Justiça, em Lisboa, pode ser adiada várias semanas.

A 15 de maio, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na academia do clube, em Alcochete, por um grupo de cerca de 40 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos, jogadores e staff.

O antigo oficial de ligação aos adeptos (OLA) do clube Bruno Jacinto está entre os arguidos presos preventivamente, sendo acusado de autoria moral do ataque, tal como o ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho e o líder da Juventude Leonina Mustafá.

Aos arguidos, que participaram diretamente no ataque, o Ministério Público imputa-lhes a coautoria de crimes de terrorismo, 40 crimes de ameaça agravada, 38 crimes de sequestro, dois crimes de dano com violência, um crime de detenção de arma proibida agravado e um de introdução em lugar vedado ao público.

No seguimento do ataque, nove jogadores rescindiram unilateralmente os contratos com o Sporting, e quatro deles, Daniel Podence, Gelson Martins, Ruben Ribeiro e Rafael Leão, mantêm-se em litígio com o clube.

William Carvalho e Rui Patrício acordaram os valores para a sua saída, enquanto Bas Dost, Bruno Fernandes e Rodrigo Battaglia voltaram atrás na decisão de abandonar o clube.

Pedro Reis / CM