A CGTP afirmou esta terça-feira que terá uma grande manifestação no sábado, no Porto, com trabalhadores de todo o país, para reclamar um novo rumo para o país, que valorize o trabalho e melhore as condições de vida.

Estamos convictos de que vamos ter uma grande manifestação nacional no Porto, com trabalhadores vindos de todo o país, para reafirmar as nossas reivindicações, exigir uma mudança de rumo para o país e protestar contra a retirada de direitos, que se agudizou com a pandemia", disse à agência Lusa a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, após uma conferência de imprensa.

Segundo Isabel Camarinha, a manifestação nacional, que coincide com a cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), no âmbito da Cimeira Social, já está devidamente organizada, com transporte fretado para os trabalhadores, em condições de segurança sanitária.

Como é habitual nos nossos protestos, serão respeitadas todas as regras sanitárias, a manifestação decorrerá com o distanciamento devido e sempre com máscaras", afirmou a sindicalista.

A líder da Intersindical explicou que a central sindical marcou esta manifestação por considerar que "é necessário continuar e intensificar a luta por trabalho digno e melhores condições de vida".

Quando se discute o pilar europeu dos direitos sociais mas o trabalho continua a não ser valorizado, temos de lutar para inverter o rumo do país e reafirmar as nossa reivindicações", disse.

O aumento geral dos salários, a fixação do salário mínimo nos 850 euros a curto prazo, a redução do horário de trabalho e a criação de emprego com direitos são as reivindicações consideradas prioritárias para a CGTP.

Só assim será possível o desenvolvimento do país, mas para isso é fundamental os trabalhadores virem para a rua reafirmar as suas reivindicações e reclamar contra a retirada de direitos", considerou Isabel Camarinha.

Na sexta-feira realiza-se no Porto a Cimeira Social, que é seguida de um Conselho Europeu informal, no sábado, no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da UE.

A Cimeira Social pretende reforçar o compromisso dos Estados-membros, das instituições europeias, dos parceiros sociais e da sociedade civil com a aplicação do plano de ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

/ HCL