Dois argelinos clandestinos fugiram a nado de um navio atracado no terminal da Quimiport, no Barreiro, confirmou a TVI24 junto de fonte da Autoridade Marítima.

O alerta foi dado na quarta-feira, dia 1 de março, tendo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras alertado a Polícia Marítima e a Polícia de Segurança Pública.

Os dois homens foram identificados pela tripulação ainda em águas estrangeiras, durante a travessia entre Argélia e Portugal.

Depois de retidos a bordo, a guarnição do navio notificou as autoridades portuguesas e fechou os dois clandestinos na enfermaria do barco. Os dois homens conseguiram partir o vidro da janela e atiraram-se ao rio, tendo conseguido chegar a terra.

Estão a monte desde então.

SEF esteve no navio mas comandante recusou ajuda

As autoridades policiais estão a tentar localizar os dois argelinos em fuga, de acordo com comunicado divulgado pelo Ministério da Administração Interna (MAI), neste domingo, que deu conta ainda de que o SEF esteve na embarcação no Barreiro e "controlou a sala onde os clandestinos se encontravam", tendo constatado "a existência de condições para o efeito".

O MAI explica que o SEF tinha conhecimento da existência de dois imigrantes sem documentos a bordo do navio, que passou pelo porto de Huelva, em Espanha, e alertou as autoridades de controlo costeiro e marítimo, tendo depois estado no barco e disponibilizado "segurança e vigilância" ao comandante, que recusou.

Após ter recebido a informação da fuga dos clandestinos, o SEF avançou para os procedimentos adequados a este tipo de situação, tanto a nível nacional, como internacional, estando as autoridades policiais "a realizar todos os esforços para localizar estes dois cidadãos".   

O MAI esclarece que "navios transportando clandestinos a bordo não é uma novidade" e estão definidos procedimentos e medidas a adotar.

E relata que, após ter tido conhecimento da existência de "dois imigrantes indocumentados a bordo", ainda antes de o navio ter chegado a Portugal, o SEF emitiu um alerta "às autoridades de controlo costeiro e marítimo competentes solicitando a colaboração no sentido de acompanhar o trajeto do navio em águas nacionais".

Como a embarcação já tinha atracado em porto espanhol e as autoridades daquele país já sabiam da situação, o SEF "recebeu toda a informação que os serviços congéneres de Espanha recolheram, incluindo consultas sobre os dois clandestinos a bordo". 

"Não existe informação sobre estes dois cidadãos relacionada com a segurança nacional, pelo que se aponta, mais uma vez, para mais um caso ligado ao fenómeno da imigração ilegal", conclui o Ministério.

Seguindo o procedimento normal, explica, o SEF deslocou-se a bordo para "aferir da situação documental, passaportes ou vistos e das condições de saúde, habitabilidade e segurança, bem como da vigilância dos mesmos" e se era necessária qualquer intervenção das autoridades.

"Foi questionado o comandante do navio se pretendia segurança e vigilância a bordo por parte das autoridades policiais nacionais, tendo aquele informado não necessitar, pois dispunha de local próprio para o efeito e a tripulação tomaria conta da situação".

"Mais tarde, o SEF e restantes autoridades portuguesas, designadamente a Polícia Marítima e a PSP, foram informados da fuga dos dois clandestinos", tendo realizado os contactos estipulados, nomeadamente a partilha de informação para permitir identificação e deteção dos dois clandestinos, incluindo alertas por não admissão no espaço Schengen.