Cerca de 80 trabalhadores do Centro de Bem Estar Infantil (CBEI) de Vila Franca de Xira, Lisboa, com mais de um salário em atraso, realizam esta quinta-feira uma vigília para pressionar as entidades a fiscalizarem a gestão da instituição.

De acordo com Helena Martins, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, são 82 os trabalhadores da Instituição Particular de Solidariedade CBEI que não receberam o salário de dezembro, tendo o subsídio de Natal sido pago em 20 de dezembro.

Este mês de janeiro informaram logo que não havia a possibilidade de pagar novamente o vencimento, mas, das comparticipações da Segurança Social e do Ministério da Educação, que pagam o vencimento de uma educadora e de uma trabalhadora por cada sala do jardim de infância, pagaram cerca de 50% do salário referente ao mês de dezembro”, acrescentou.

Os trabalhadores vão fazer easta quinta-feira uma vigília, entre as 19:00 e as 21:00, no largo da Câmara de Vila Franca, de forma a fazerem pressão “para que as entidades possam agir naquela situação”.

Nada fazia prever que, de um momento para o outro, uma instituição que tinha saldo positivo nas contas públicas informasse os trabalhadores por escrito, sem reunião sem nada, que não podia pagar os salários. Se todas as entidades honraram os compromissos, se os pais pagam a mensalidade, o que é que se passa, em termos de gestão, que está a levar a esta situação? Não pode haver só haver injeção de dinheiro e o Estado, como parceiro, também tem de se responsabilizar e pedir a fiscalização do que se passa naquela instituição”, sublinhou.

Helena Martins adiantou ainda que a instituição, que tem quase 400 crianças nas várias valências, reuniu com os pais e “não apresentou qualquer proposta ou soluções para resolver a questão o mais breve possível”.

Há trabalhadores que estavam há mais de dois meses sem receber o vencimento, alguns com famílias monoparentais, e a situação tornou-se complexa até junto de entidades bancárias”, disse.

A IPSS afirmou ter pedido um subsídio de socorro social à Segurança Social e estar a aguardar a aprovação, revelou Helena Martins.

Sindicalistas reuniram esta qinta-feira com o presidente da Câmara de Vila Franca, que salientou não poder intervir na gestão da IPSS, mas que poderia interceder junto de entidades para agilizar o processo e prestar apoio social, caso seja necessário, acrescentou.

A autarquia afirmou ainda que tem honrado os seus compromissos e acordos com a instituição.

Também os pais pediram uma assembleia extraordinária de urgência e está previsto avançarem com “um abaixo-assinado para pedir uma auditoria ao Instituto da Segurança Social”.

/ HCL