A associação dos hospitais privados acusa a ADSE de ter uma “atitude de grande sobranceria”, definindo regras sem qualquer diálogo, e avisa que “ainda se está longe de um desfecho positivo” entre privados e o subsistema de saúde.

O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Óscar Gaspar, está esta quarta-feira a ser ouvido na comissão parlamentar de Saúde sobre a ameaça de alguns prestadores privados de deixarem de receber utentes da ADSE em regime de convenção.

A ADSE sempre teve uma atitude de grande sobranceria em relação aos privados, com as regras que muito bem entende e normalmente sem nenhum tipo de diálogo”, afirmou Óscar Gaspar aos deputados.

No mês passado, alguns grupos privados ameaçaram romper as convenções com a ADSE, sobretudo pela exigência de pagamento de 38 milhões de euros por regularização de faturas de anos anteriores.

Óscar Gaspar disse que até agora não houve qualquer tipo de diálogo entre a ADSE e a Associação de Hospitalização Privada sobre a questão da regularização de faturas.

Segundo o responsável, não houve até hoje também nenhuma alteração em relação aos prestadores que ponderam abandonar a convenção.

Ainda estamos longe de qualquer desfecho positivo”, declarou Óscar Gaspar aos deputados.

 

À data de hoje as regras não mudaram. Há uma série de prestadores que continuam a entender que a convenção não está em condições de ser aplicada. Que é uma convenção que não serve”, insistiu Óscar Gaspar.

Especificamente sobre a questão da regularização das faturas e da exigência de devolução à ADSE de 38 milhões de euros, o presidente da APHP refere que “não houve e não há nenhum diálogo permanente”.