O OLX decidiu retirar todos os anúncios relacionados com o coronavírus por causa dos elevados preços colocados em anúncios de acessórios ligados a esta epidemia.

Em comunicado enviado às redações, a marca diz que foi obrigada a tomar esta decisão para não compactuar com quem pretende tirar contrapartidas financeiras desta epidemia.

"A especulação inerente ao súbito aumento da procura (87%) e oferta (90%) por máscaras de proteção nos últimos 15 dias leva os responsáveis da plataforma a tomarem medidas excecionais até que a situação volte a normalizar", lê-se no comunicado.

Os utilizadores serão notificados sobre a eliminação dos seus anúncios ativos e/ou de futuros que possam vir a publicar e voltarão a ser informados quando voltar a ser possível anunciar este tipo de artigos. 

“Sendo o portal líder de anúncios classificados, e dos mais pesquisados em Portugal, sentimos a responsabilidade de agir contra o aproveitamento que algumas pessoas estão a tentar retirar desta situação e a favor da segurança dos nossos clientes (por não ser possível assegurar que os artigos anunciados estão em condições de ser utilizados). Por isso todos os anúncios deste gênero serão suspensos até que esta situação seja dada como ultrapassada pelas entidades competentes”, explica Sebastiaan Lemmens, CEO do OLX Portugal.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou 3.385 mortos e infetou mais de 98 mil pessoas em 87 países e territórios, incluindo nove em Portugal.

Das pessoas infetadas, mais de 55 mil recuperaram.

Além de 3.042 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas, San Marino, Iraque, Suíça, Espanha, Reino Unido e Países Baixos.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou 13 casos de infeção.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

/ AM