O homem que terá provocado o incêndio que matou dezenas de animais em dois canis de Santo Tirso foi condenado esta quinta-feira a seis anos de prisão efetiva. No entanto, esse fogo não foi um dos que levou à condenação, uma vez que o tribunal não encontrou provas da sua autoria.

O eletricista, de 29 anos, estava acusado da autoria material de 62 incêndios florestais, sendo que o tribunal deu como provados apenas quatro.

O tribunal considerou que o arguido agiu de forma deliberada e consciente e que se trata de um homem imputável.

O incêndio que começou em Valongo e que se arrastou para a Serra da Agrela, em Santo Tirso, atingiu dois canis ilegais e matou 75 animais. Como nesse dia houve vários reacendimentos, o tribunal considerou que não era possível provar que tinha sido provocado por este homem.

O eletricista encontrava-se já em prisão preventiva, uma vez que foi detido em flagrante delito.

Foi condenado por quatro incêndios ateados nos concelhos de Valongo e Paredes, entre maio e agosto de 2020, que resultaram numa área ardida de 1,5 hectares.

No final da leitura da sentença, a advogada de defesa admitiu a hipótese de recurso.

Mariana Barbosa