O advogado do homem suspeito de matar a mulher em Vieira do Minho disse hoje que o seu cliente, quando se entregou na GNR, assumiu o crime de violência doméstica e não o de homicídio.

O meu cliente não assumiu, nem assume, a autoria do homicídio. Quando se entregou na GNR, disse que agrediu a mulher, nunca disse que a matou”, referiu o advogado João Magalhães, à Lusa.

Uma mulher foi morta pelo marido na noite de quarta-feira em Vieira do Minho, distrito de Braga, e, segundo a GNR, o “suspeito” entregou-se às autoridades.

Tratou-se de um homicídio de uma mulher num quadro de violência doméstica. O marido entregou-se às autoridades e está detido”, disse fonte da GNR.

À Lusa, o advogado João Magalhães disse que, quando o homem abandonou o local, a mulher ainda estaria viva.

Disse ainda que no local também se encontrava o alegado “amante” da vítima, tendo sido este quem deu o alerta às autoridades.

O que aconteceu no local após a saída do meu cliente, não sabemos”, acrescentou.

Segundo João Magalhães, o marido, na noite de quarta-feira, terá tido uma discussão com a vítima, acusando-a de infidelidade.

A mulher ainda terá tentado tirar-lhe uma avultada quantia em dinheiro que ele tinha no bolso da camisa, houve zaragata, agressões, estaladas, após o que o meu cliente abandonou a casa”, acrescentou.

O homem apresentou-se nas autoridades e acabou detido pela Polícia Judiciária de Braga, que está a investigar o caso.

O detido deverá ser levado a tribunal na sexta-feira, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação.

O casal esteve emigrado duas décadas em Inglaterra, mas voltou a Portugal em 2017, abrindo em Vieira do Minho uma unidade de alojamento local e um restaurante.

Segundo a fonte da GNR, esta força não tem nos seus registos qualquer histórico em relação ao casal, ambos na casa dos 40 anos.

A PJ confirma que um homem de 44 anos está detido. Acrescenta que no homem “recaem fortes suspeitas da prática de um crime de homicídio qualificado”.

Fonte da PJ disse à Lusa que o detido é marido da vítima.

A vítima, uma mulher com 39 anos de idade, terá sido morta por esganamento, num quadro de violência conjugal”, refere o comunicado.

O detido, com 44 anos e motorista profissional, vai ser presente às autoridades judiciárias competentes, para primeiro interrogatório e aplicação das respetivas medidas de coação.