O Governo Regional dos Açores decidiu que a cerca sanitária em Rabo de Peixe, na Ilha de São Miguel, vai ser prolongada até dia 13 de dezembro, para conter a propagação do novo coronavírus.

A freguesia está sujeita a cerca sanitária desde o início do mês, devido ao aumento de casos de covid-19. A medida deveria ser levantada esta terça-feira, mas voltou a ser prolongada.

Com cerca de 10 mil habitantes, esta vila piscatória é o único território do país que se encontra atualmente sob cerca sanitária no âmbito da pandemia da covid-19.

Com esta decisão, permanece "proibida a circulação e permanência de pessoas na via pública na freguesia de Rabo de Peixe, exceto para deslocações necessárias e urgentes", previstas legalmente.

A cerca sanitária determina, ainda, "o encerramento de todos os estabelecimentos de ensino localizados na referida freguesia, de todos os estabelecimentos de restauração, bares e outros estabelecimentos de bebidas, com ou sem espetáculo e com ou sem serviço de esplanada, assim como o cancelamento de todos os eventos de natureza cultural ou de convívio social alargado".

Por freguesias, a vila piscatória de Rabo de Peixe, com cerca de 10 mil habitantes, é a que regista mais casos de covid-19 nos Açores, tendo os seus habitantes sido testados nos últimos dias, naquilo que foi definido pelo presidente da Junta de Freguesia como uma "megaoperação".

Os Açores contam agora com 48 cadeias de transmissão ativas, sendo 35 em São Miguel (com o surgimento de uma nova cadeia entre São Miguel e Lagoa e duas novas cadeias entre São Miguel e Ribeira Grande), uma cadeia entre São Miguel e São Jorge, e 12 na Terceira (com três novas cadeias em Angra do Heroísmo).

Existem à data de hoje 488 casos positivos ativos de covid-19, sendo 367 em S. Miguel, 119 na Terceira, um no Pico e um no Faial.

Estão internadas 17 pessoas nos três hospitais açorianos, três dos quais em cuidados intensivos.

Foram detetados até hoje nos Açores 1.312 casos, verificando-se 19 mortes e 721 recuperações.

Luísa Couto