Dezassete mil armas apreendidas ou entregues voluntariamente este ano à polícia foram destruídas na Maia, elevando para 240 mil o número global registado desde 2013, indicou esta quinta-feira o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna.

Antero Luís, que acompanhou a destruição numa unidade industrial da Maia, no distrito do Porto, disse que a maior parte das armas foi entregue voluntariamente, aproveitando “uma espécie de amnistia” para fomentar essas entregas e que “de facto tem dados bons resultados”.

O governante referia-se nomeadamente um período entre março deste ano e o dia 23 de junho para entrega de armas ilegais sem repercussão criminal.

Também em declarações aos jornalistas, o diretor do Departamento de Armas e Explosivos da PSP, superintendente Pedro Moura, disse que só desde março foram entregues às forças de segurança, entre armas e munições, “mais de 47 mil objetos, sendo que 4.686 são armas de fogo”.

É um número bastante significativo, na medida em que, sobretudo no primeiro período da entrega, ainda estávamos em confinamento, portanto com muitas restrições à movimentação de cidadãos”, frisou.

Em períodos anteriores de entregas voluntárias, em 2006 e 2019, a polícia recebeu, respetivamente, 6.600 e 7.300 armas.

Pedro Moura assinalou, por outro lado, um “aumento significativo” da entrega de munições. E estimou que a PSP esteja a destruir cerca de 19 toneladas por ano.

Segundo um comunicado policial, a ação de hoje na Maia foi uma forma de a PSP, através do seu Departamento de Armas e Explosivos, se associar Dia Internacional de Destruição de Armas, que se assinala na sexta-feira, sob a égide das Nações Unidas e sob o lema “cada arma destruída não pode mais ser usada para matar, ferir ou intimidar”.

“Pretende-se, assim, chamar a atenção do mundo, dos ‘media’ e dos cidadãos em geral, para a problemática da necessidade do controlo de armas pelas autoridades públicas”, frisa a PSP.

/ AG