A CGTP insiste na defesa do aumento do salário mínimo (SMN) para 650 euros e lembra que os 600 euros anunciados pelo Governo, após a reunião na Concertação Social representam uma "actualização de apenas 67 cêntimos diários".

No âmbito da discussão do SMN é de salientar que as confederações patronais, que antes tanto contestaram o seu aumento, foram as mesmas que agora apoiaram e aplaudiram o Governo no anúncio dos 600€", refere a CGTP, em comunicado enviado à TVI24.

Para a central, "é fundamental que os trabalhadores dos sectores público e privado se unam e ajam em conjunto nesta luta que é de todos".

Registando a intenção do Governo, em sede de negociação com os sindicatos da Administração Pública, ter anunciado o valor de 635€ como salário mínimo, é inadmissível que persista em não actualizar as remunerações dos restantes trabalhadores", sustenta a CGTP.

Neste sentido importa ainda que o Governo, sendo responsável pela elaboração da legislação que actualiza anualmente o SMN, assuma que os 635€ anunciados para a Administração Pública seja o valor de referência do SMN a aplicar no sector privado", defende a central.

Apesar de defender a equiparação do salário mínimo no sector público e privado, a CGTP diz haver "razões mais que suficientes para intensificar a luta nos locais de trabalho pelos 650€ e o aumento geral dos salários, como elementos estruturantes para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das suas famílias, a evolução da economia, a criação de mais e melhor emprego e o reforço da sustentabilidade financeira da Segurança Social".