A Polícia Judiciária apreendeu três milhões de euros em malas de viagem no aeroporto de Lisboa. Foram, ainda, detidos quatro homens e três mulheres, que se preparavam para abandonar Portugal e o continente europeu.

Esta apreensão e consequentes detenções por parte da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) resultam de "sucessivas operações e ações de prevenção criminal desenvolvidas pela Polícia Judiciária, desde finais de 2018 até ao presente".

Segundo a PJ, trata-se de um modus operandi que "consiste na utilização das vulgarmente designadas money mules [mulas de dinheiro na tradução literal] para efetuar o transporte do numerário de um continente para outro, sendo característico de uma das fases do branqueamento de capitais, conhecida como circulação".

A Polícia Judiciária explica, ainda, que este dinheiro tem origem em "múltiplas e variadas operações", que, através deste método, visa ocultar a sua origem criminosa e "impossibilitar a deteção, rastreio, sua proveniência e propriedade".

"A principal e fundada suspeita quanto à proveniência destas quantias, agora apreendidas, é que as mesmas provêm e têm subjacentes o crime de fraude fiscal", sustenta a PJ.

Luís Ribeiro, coordenador da UNCC, disse à agência Lusa que os setes detidos viajavam sozinhos e eram todos da mesma nacionalidade, sem especificar qual, nem o país para onde se dirigiam.

Segundo o mesmo responsável, o dinheiro foi encontrado tanto em bagagem de mão, como de porão.

A apreensão dos três milhões de euros e as sete detenções resultaram de sucessivas operações e ações de prevenção criminal desenvolvidas pela Polícia Judiciária, desde finais do ano transato até ao presente, afirmou.

Luís Ribeiro especificou que maior parte das apreensões ocorreu nos últimos 30 dias.

O coordenador da UNCC disse também que alguns dos detidos deslocaram-se Portugal “unicamente” para buscar o dinheiro, permanecendo no país apenas alguns dias, enquanto outros têm residência em Portugal.

Luis Ribeiro disse ainda que os detidos já foram ouvidos por um juiz, tendo alguns deles ficado com a medida de coação de apresentações periódicas às autoridades e outros com Termo de Identidade e Residência (TIR).

Os que ficaram com TIR já conseguiram entretanto sair do país, tendo sido emitido um mandado de detenção europeu.