O presidente do Sporting, Frederico Varandas, foi entrevistado esta segunda-feira, no Jornal das 8, onde falou sobre a contestação de que tem sido alvo e a sua “luta” contra a direção das claques.

Ao longo da entrevista, Frederico Varandas criticou várias vezes as direções das claques, justificando que as suas decisões foram tomadas para "defender o Sporting".

É injusto por toda a gente no mesmo sacoO problema desta direção não é com as claques, é com as direções das claques”, começou por dizer.

 

O presidente leonino afirmou, no entanto, não ter sido ele “a começar esta guerra”. Ainda assim, mostrou-se confiante de que vencerá o braço de ferro com as claques, desde que a "maioria silenciosa" deixe de o ser.

Existem senhores que julgam que estão acima dos estatutos do Sporting, que julgam que estão acima dos presidentes”, afirmou.

 

O Sporting não pode ser sequestrado por uma claqueQuero que o Sporting continue a ser dos sócios e não de uma claque", insistiu.

Questionado sobre o que levou à cisão com as claques, Frederico Varandas não hesitou: "Cheguei à direção e disse que as ofertas - 900 bilhetes por jogo- iam acabar."

Ao todo, cerca de 300 a 400 mil euros em apoios às claques terão sido retirados, de acordo com Frederico Varandas. "Acabámos com o negócio da claque", explicou, e "é por isso que estão em guerra connosco".

Apesar de tudo, Varandas reconhece que a época desportiva está a correr muito abaixo do esperado. No entanto, o dirigente remete parte das culpas para a anterior direção. 

A época está a correr mal. Erros nossos? Sim! Condicionados pelo passado."

Voltando a focar as suas críticas à atitude da Juve Leo, o presidente disse que "o golo do Portimonenses foi festejado pela claque", no último encontro do Sporting. "Uma coisa é clara, não vou abandonar o Sporting a esta gente".

Questionado se será capaz de unir o clube, tal como tinha prometido quando se candidatou, o presidente recuou e respondeu com uma pergunta.

O Sporting alguma vez foi unido? A meu ver, não."

Frederico Varandas garantiu, ainda assim, que quer cumprir a sua missão de "entregar o clube melhor do que o recebeu", sublinhando que irá "levar o mandato até ao fim".

/ João Rodrigues