Foi adiada para 31 de outubro a greve de comboios marcada pelos sindicatos dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP), que exigem negociar o contrato coletivo. 

O protesto, inicialmente agendado para esta sexta-feira, dia 12, foi remarcado para a véspera do feridado de 1 de novembro, uma quarta-feira, antecipando dificuldades num fim de semana prolongado.

De acordo com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o protesto terá os “mesmo moldes”.

Na sequência da reunião de hoje e face à posição fechada do Governo/Administração da IP, as organizações sindicais decidiram reformular as formas de luta em curso, começando pelo adiamento da greve marcada para a próxima sexta-feira, para o próximo dia 31 de outubro, nos mesmos moldes”, lê-se numa informação divulgada pela FECTRANS.

A federação informou ainda que na próxima segunda-feira haverá uma reunião dos sindicatos para analisar a “organização da greve de dia 31 de outubro e outras ações”, para “intensificar a luta em defesa da negociação de um acordo coletivo de trabalho e um regulamento de carreiras”.

O tribunal arbitral tinha decidido que a greve de sexta-feira não iria ter serviços mínimos, além dos obrigatórios por lei.

Quem já adquiriu bilhetes para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Celta que não se venham a realizar devido à greve de 31 de outubro, a CP afirma que a empresa “permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos”.

Os sindicatos que convocaram a greve exigem “respostas às propostas sindicais tanto da parte da empresa como do Governo” em relação à negociação do acordo coletivo, disse o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, à Lusa.

“A empresa e o Governo pretendem fazer uma negociação sem a valorização salarial e profissional dos trabalhadores”, defendeu o dirigente sindical, acrescentando que, nesta altura, “há uma grande distância” entre as posições dos sindicatos e da IP para que seja possível um acordo.

Segundo José Manuel Oliveira, além dos aumentos salariais, em causa estão divergências sobre matérias como a duração do tempo de trabalho, o repouso e descanso semanal ou a regulamentação de carreiras.