Uma pessoa morreu e outra ficou ferida com gravidade após a queda da carrinha em que seguiam numa mina de Aljustrel, no distrito de Beja, nesta segunda-feira, sabe a TVI24.

A viatura caiu de uma altura de cerca de 40 metros, sendo que, os trabalhos na Mina de Feitais estavam a ser realizados a uma profundidade entre 300 a 310 metros.

As duas vítimas, de nacionalidade portuguesa, com 25 e 46 anos, trabalhavam na manutenção mecânica daquela mina, a cargo de um empreiteiro.

Tratam-se de dois trabalhadores da empresa EPDM – Empresa de Perfuração e Desenvolvimento Mineiro, da área da manutenção mecânica, segundo a concessionária mineira, a Almina - Minas do Alentejo.

O ferido grave, de 25 anos, estava "consciente", tendo sido transportado de ambulância para o hospital de Beja e está, neste momento, em estado "estável".

A vítima mortal, que esteve encarcerada, já foi entretanto retirada.

Os trabalhos no local também já estão concluídos e deles fizeram parte 22 operacionais do INEM, bombeiros e GNR.

O alerta foi recebido às 11:05.

ACT abre inquérito para investigar acidente

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) abriu um inquérito para averiguar as circunstâncias em que ocorreu o acidente nas minas de Aljustrel, disse fonte do organismo.

O diretor da Unidade Local do Litoral e Baixo Alentejo da ACT, Carlos Graça, indicou à agência Lusa que, após ter sido recebida a informação, uma equipa de inspetores da ACT deslocou-se para o local para proceder a averiguações do acidente.

Carlos Graça explicou que o inquérito para desenvolver as averiguações foi aberto de imediato.

Quando há acidentes com vítimas mortais, a ocorrência fica em segredo de justiça e não podemos adiantar mais nada", acrescentou o responsável da ACT.

Sindicato da Indústria Mineira aponta falha de segurança grave

O dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) Jacinto Anacleto afirmou, esta segunda-feira, que o acidente resultou de uma “falha de segurança grave”, embora tenha considerado “prematuro responsabilizar alguém”.

Ainda não sabemos bem como é que ocorreu o acidente, como foi, mas tudo indica que terá havido uma falha de segurança. Quando morre alguém a trabalhar há falhas de segurança. Assacar responsabilidades ainda é cedo para isso, mas quer de uma parte ou de outra houve de facto uma falha de segurança grave”, disse, em declarações à Lusa.

O representante sindical afirmou ainda que “só depois da investigação da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT)” será possível perceber o que realmente aconteceu no interior da mina.

De acordo com Jacinto Anacleto, “por muito que existam medidas de segurança” as condições de trabalho numa mina são sempre difíceis e “a segurança falha aqui ou acolá”.