A Administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) reconheceu esta sexta-feira a falta de cirurgiões na urgência do Hospital de Aveiro e pretende pedir mais vagas para esta especialidade no próximo concurso nacional.

Reagindo a um comunicado da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM), que manifestou preocupação pela “grave situação” de ser insuficiente o número de cirurgiões na urgência do Hospital de Aveiro, a administração hospitalar admite o problema e adianta que abriu, já em setembro, mais uma vaga.

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) esclarece que as dificuldades atuais, agudizadas pelo período do verão, resultam do facto de apenas 10 dos 27 cirurgiões do CHBV não se encontrarem totalmente dispensados de trabalho na urgência, situação que tem sido colmatada com o recurso a cirurgiões prestadores de serviços”, refere uma nota enviada à Lusa.

Segundo aquela entidade, dos 27 cirurgiões do mapa de pessoal, 11 usufruem de isenção total de trabalho no serviço de urgência e cinco de isenção de trabalho noturno na urgência.

O conselho de administração do CHBV, que, além de Aveiro íntegra os hospitais de Águeda e de Estarreja, informa ainda que “foi atribuída uma vaga no concurso de médicos especialistas, “estando o reforço do planeamento da dotação de cirurgiões a ser realizado em conjunto com a direção do serviço, numa perspetiva de curto e médio prazo, designadamente pelo pedido de mais vagas no próximo concurso nacional”.

O conselho de administração diz ainda “não ter conhecimento ou sido reportadas falhas de material para o bloco operatório”, mas adianta que estão em curso “processos de aquisição de substituição de instrumental do bloco e material de laparoscopia”.

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) emitiu um comunicado em que “considera extremamente preocupante e grave o problema da falta de cirurgiões no Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV)”.

Estamos a enfrentar um problema muito grave face à escassez de médicos para a urgência de Aveiro e para a atividade assistencial normal do serviço”, denunciou o presidente da secção regional, Carlos Cortez, em comunicado.

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