A Polícia Judiciária (PJ) informou em comunicado que foi detido ontem, terça-feira, um suspeito do rapto e homicídio do rapper Mota Jr. Trata-se da terceira detenção relacionada com o caso.

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra Terrorismo procedeu no dia de ontem e de hoje ao cumprimento de dez mandados de busca domiciliária e de um mandado de detenção fora de flagrante delito, de um indivíduo de 26 anos de idade, pela indiciada prática de um crime de rapto, roubo e homicídio. Esta operação policial foi desencadeada no âmbito de inquérito titulado pelo DIAP de Sintra, relativo à investigação dos crimes de que foi vítima o conhecido Rapper Mota Jr. em março de 2020", informa a nota das autoridades. 

"Para além da detenção efetuada em cumprimento do referido Mandado de Detenção, foi igualmente detido em situação de flagrante delito, um segundo indivíduo de 25 anos, não relacionado com a referida investigação, pelo crime de tráfico de estupefacientes, tendo sido apreendida quantidade significativa de produto estupefaciente".

A PJ informa que foram ainda apreendidas três armas de fogo e munições. 

Os detidos serão interrogados amanhã, quinta-feira, para aplicação das medidas de coação.

David Mota desapareceu a 15 de março. Dois meses depois, no dia 19 de maio, foi encontrado o corpo do rapper numa zona de mato, em Sesimbra, em elevado estado de decomposição.

A mãe do rapper alertou as autoridades para o desaprecimento e a PJ acabou por intercetar chamadas para a vítima às 01:30 do dia 15 de março.

A 26 de maio foi detido um primeiro suspeito, que foi intercetado no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, quando chegava de um voo proveniente de Londres.

A16 de junho foi detido João Luizo, segundo suspeito do crime e possível mandante do assalto à casa do rapper.

Os inspetores acreditam que os três suspeitos convidaram a vítima para um encontro junto à própria residência em São Marcos, no concelho de Sintra.

David Mota terá sofrido uma morte violenta, já que terá sido espancado por pelo menos dois homens. 

A PJ suspeita que a motivação dos homicidas terá sido o dinheiro porque a vítima aparecia com frequência em vídeos com maços de notas, ouro e carros de alta cilindrada. 

Os três homens, amigos do rapper, estão indiciados pelos crimes de sequestro, roubo e homicidio qualificado.