Foi rejeitado o pedido de libertação de Rosa Grilo, sabe a TVI. A defesa vai interpor recurso da decisão.

O pedido tinha sido apresentado na sexta-feira passada, depois da libertação de António Joaquim, o amante de Rosa Grilo

O tribunal alega que se mantêm os pressupostos que levaram à aplicação da medida de coação mais gravosa à suspeita do homicídio do marido, o triatleta Luís Grilo. 

António Joaquim foi libertado na sexta-feira passada e ficou com Termo de Identidade e Residência. A alteração da medida de coação foi decidida pelo coletivo de juízes que está a julgar o processo no Tribunal de Loures e surge na sequência de um requerimento que foi apresentado pela defesa, que solicitava a revogação da prisão preventiva por entender que “não existiam elementos provatórios que pudessem sustentar a tese da acusação”, afirmou o advogado.

Ricardo Serrano Vieira considerou ainda que “as circunstâncias que determinaram a prisão preventiva estavam invariavelmente alteradas, assim como a ausência das exigências cautelares”. O advogado entende que a decisão foi “um bom sinal”, mas “não quer dizer que seja sinónimo de uma absolvição”.

A acusação do Ministério Público atribui a António Joaquim a autoria do disparo sobre Luís Grilo, na presença de Rosa Grilo, no momento em que o triatleta dormia no quarto de hóspedes na casa do casal, na localidade de Cachoeiras, Vila Franca de Xira (distrito de Lisboa).

O crime, que ocorreu em 15 de julho de 2018, terá sido cometido para poderem assumir a relação amorosa e beneficiarem dos bens da vítima - 500.000 euros em indemnizações de vários seguros e outros montantes depositados em contas bancárias tituladas por Luís Grilo, além da habitação.

O corpo foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição, mais de um mês após o desaparecimento, a cerca de 160 quilómetros da sua casa, na zona de Benavila, concelho de Avis, distrito de Portalegre.

O Ministério Público admitiu em julgamento que a prova pericial e testemunhal contra António Joaquim “é zero”, sustentando, no entanto, que foi o arguido quem efetuou o único disparo que matou Luís Grilo, quando este se encontrava na sua casa nas Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, na madrugada de 16 de julho de 2018, baseando-se apenas nas declarações da arguida Rosa Grilo.

António Assis Teixeira