Um drone da Força Aérea sofreu um acidente durante a aterragem, esta quarta-feira, após uma missão de vigilância e deteção de incêndios rurais, em Beja. A aeronave sofreu danos estruturais, não se registando danos pessoais ou materiais em terceiros.

De acordo com o comunicado do Estado-Maior-General das Forças Armadas, as circunstâncias em que o acidente ocorreu já estão sob investigação e até ao apuramento das suas causas, as operações com estes drones estão suspensas nas outras Bases de Operação.

A mesma comunicação acrescenta ainda que, para colmatar a ausência das missões de vigilância com aeronaves não tripuladas, a Força Aérea vai recorrer a aeronaves tripuladas para levar a cabo as missões de deteção de incêndios rurais.

Em outubro de 2020, uma aeronave não tripulada da Força Aérea Portuguesa (FAP), alocada também à Base Aérea N.º 11 de Beja, realizou “uma aterragem forçada” junto à Barragem de Odivelas, Ferreira do Alentejo, revelou na altura este ramo militar.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a FAP informou então que a aeronave não tripulada (UAS, em inglês Unmanned Aircaift Systems) estava a realizar uma missão de treino, “não tendo colocado em risco população ou habitações”, fruto da “aterragem forçada”.

Semanas antes, a 05 de setembro de 2020, também uma aeronave não tripulada da FAP alocada à mesma base “caiu” no concelho de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, revelou na altura à Lusa fonte da Proteção Civil.

Essa alegada queda ocorreu junto à barragem de Trigo Morais, na freguesia do Torrão, igualmente sem registo de feridos ou danos materiais provocados pelo acidente, referiu à data o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal.

Nesse dia, a FAP também revelou ter-se tratado de uma “aterragem forçada” e anunciou a suspensão das operações com os seus ‘drones’ até à conclusão dessa investigação.