O Estabelecimento Prisional de Lisboa tem mais 59 reclusos com testes positivos à covid-19, anunciou, nesta quinta-feira, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

Cerca de 200 reclusos e 30 trabalhadores foram testados na quarta-feira, depois de conhecido um caso positivo de um funcionário e ainda de seis positivos entre reclusos internados nos serviços clínicos.

Os 172 resultados recebidos esta manhã indicam haver 1 trabalhador e 59 reclusos positivos à covid-19", indica a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), ou seja, um total de dois trabalhadores e 64 reclusos.

Apenas foram testados os reclusos das alas H e C bem como os trabalhadores identificados como tendo tido "contactos suscetíveis de risco de contágio".

Mas todos os reclusos (cerca de 900) e todos os trabalhadores (240) vão ser testados, assegurou a DGRSP.

Os reclusos positivos, "genericamente assintomáticos", de acordo com a DGRSP, foram deslocados para uma única ala do Estabelecimento Prisional de Lisboa, "onde permanecerão em isolamento, separados da restante população prisional e sob vigilância e acompanhamento de pessoal clínico" do EPL.

As visitas ficam, a partir de agora, suspensas, com exceção dos advogados, bem como atividades de formação escolar e profissional e de trabalho.

Até ao momento, foram detetados no sistema prisional 248 casos de covid-19, afetando 80 trabalhadores e 168 reclusos, dos quais 148 da cadeia feminina de Tires.

Julgamento de Frankelim Lobo adiado para segunda-feira

O julgamento por narcotráfico que envolve Franklim Lobo e Maria Luíza Caeiro foi hoje adiado para segunda-feira porque o arguido se encontra em isolamento profilático no Estabelecimento Prisional de Lisboa a aguardar resultado de teste à covid-19.

Franklim Pereira Lobo, com um longo historial criminal relacionado com o tráfico de droga, está desde março de 2019 detido em prisão preventiva em Portugal e vai ser julgado no Tribunal Criminal de Lisboa em processo separado da "Operação Aquiles", que já tem acórdão marcado para maio.

Segundo a presidente do coletivo de juizes Carla Peralta a sessão teve de ser adiada porque também não havia condições para que Frankelim Lobo fosse interrogado em videoconferência desde o EPL por questões de segurança sanitária.

Relativamente à arguida, ex-companheira de Lobo, o seu advogado pediu a separação dos processos uma vez que esta se encontra em Espanha e está impedida de viajar.

Redação / CM