Mário Machado saiu esta sexta-feira em liberdade, com as medidas de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR) e apresentações periódicas às autoridades, após ter sido detido, esta terça-feira, por posse de arma ilegal, no âmbito de uma investigação por suspeita do crime de incitamento ao ódio e à violência.

Estas são as medidas de coação menos gravosas e significam que o militante da extrema-direita vai aguardar o desenrolar da investigação em liberdade, após ter passado três noites no estabelecimento prisional anexo à PJ.

O seu advogado, José Manuel Castro, viu esta decisão com "satisfação""Foi a medida de coação adequada, sem ir buscar teses mirabolantes sobre coisas escritas há anos, num contexto ultrapassado", afirmou, à saída do tribunal, aos jornalistas.

Depois de a inquirição ter sido adiada para esta quinta-feira, o interrogatório judicial ao antigo líder do movimento Nova Ordem Social (NOS) durou cerca de três horas, tendo terminado por volta das 17:00. No final, o Ministério Público pediu prisão preventiva para Mário Machado.

Mário Machado, quando saiu, disse que esta era uma “vitória” pessoal, mas, simultaneamente, “uma derrota para a democracia”, vincando estar a ser limitada a sua liberdade de expressão.

O Ministério Público manteve-me preso durante três dias, queria que eu ficasse preso durante oito anos por alegadamente ter escrito um texto na internet. Nunca em democracia se viu uma coisa destas. É um autêntico absurdo. Continuo a ser um preso político. A magistratura, infelizmente, continua a ter uma forte influência do governo socialista e marxista que governa o país, portanto, não estão reunidas as condições para eu continuar a minha vida política ativa no seio nacionalista”, afirmou.

O militante da extrema-direita foi detido após uma busca à sua casa, em Santo António dos Cavaleiros, no âmbito de uma investigação da Polícia Judiciária por suspeitas de crimes de ódio e incitamento à violência através de comentários feitos na internet

Os elementos da PJ que fizeram buscas à residência onde estava Mário Machado, no âmbito do processo ligado a mensagens de incitamento ao ódio escritas por este na Internet, acabaram por detê-lo por ter sido encontrada uma arma de fogo em situação ilegal.