O edifício número 89 da rua Tomás Ribeiro, em Lisboa, foi evacuado pelos Bombeiros Sapadores de Lisboa por perigo de derrocada.

Ao que a TVI24 conseguiu apurar, o alerta foi dado às 12:48 por um trabalhador da construção civil que detetou fissuras grandes nas paredes. Trata-se de um prédio de sete pisos, habitado no primeiro e segundo andares por estudantes, bem como no quinto piso, onde vivia a administradora do edifício.

De acordo com fonte dos Bombeiros Sapadores, foram retiradas 32 pessoas apenas por precaução, com o apoio da Proteção Civil. Não havendo registo de feridos. Entre os residentes da habitação estão 31 estudantes e a administradora do prédio.

Os problemas surgiram na fachada esquerda do prédio, devido às obras que ocorriam no edifício ao lado. Os responsáveis fizeram várias injeções de cimento com o objetivo de evitar o desabamento da estrutura.

Todas as divisões da fachada lateral esquerda estão com fissuras e em risco de queda iminente", garantiu o Chefe Afonso dos Bombeiros Sapadores de Lisboa.

O alerta foi dado pela administradora do prédio que avisou o engenheiro responsável por uma obra adjacente ao edifício sobre as fissuras que abriram nas paredes. 

Foram mobilizados para o local 10 operacionais dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, com três viaturas de socorro.

Fissurómetros romperam

Numa nota enviada à Lusa, fonte da Câmara Municipal de Lisboa (CML) disse que, além dos estudantes, este prédio n.º 89-91 é ocupado “pelo Sindicato dos Magistrados Judiciais, por uma agência de viagens, uma clínica e por dois agregados [familiares] - um de quatro e outro de três pessoas, respetivamente, ocupando dois fogos diferentes”.

“Informada em dezembro de 2019 pelos seus ocupantes da existência de fissuras nas paredes do prédio, a CML deslocou-se ao local, fez vistoria e foram colocados fissurómetros (instrumentos de medição) de modo a monitorizar o imóvel”, explicou a autarquia, referindo que foi pedido aos moradores que dessem o alerta “logo que os fissurómetros rompessem, o que hoje se verificou”.

Neste âmbito, a autarquia “evacuou de imediato o edifício”, assegurou a CML.

Em termos de realojamento, os estudantes foram encaminhados para a Pousada de Juventude, enquanto “o agregado que é proprietário da habitação onde vivia, optou por recorrer a soluções próprias para realojamento” e, no caso do outro fogo, que era arrendado, o realojamento do agregado foi assegurado pelo seu proprietário.

A CML disse, ainda, que “o imóvel foi sujeito a vistoria à qual se seguirá uma intimação para realização de obras de conservação”.

“As pessoas só deverão regressar às suas casas depois de se realizarem as obras necessárias a conferir segurança ao edifício, sujeitas a prévia fiscalização por parte da CML”, concluiu a autarquia.

/ CE