O incêndio que lavra em Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, desde as 18:30 de sexta-feira, ameaça, na madrugada deste sábado, quatro povoações, disse aos jornalistas o 2.º comandante distrital.

Segundo Nuno Pereira, as localidades de Moinhos e Trémoa, no concelho de Miranda do Corvo, e Flor da Rosa e Casal Novo, no concelho de Coimbra, estão na "linha de fogo", que inverteu o sentido inicial devido à mudança do vento.

"Temos muitos meios posicionados nessas zonas e a GNR está no local a acompanhar a situação. Para já não se justifica, mas caso haja necessidade procederemos à retirada dos habitantes", sublinhou em declarações pelas 00:40.

As chamas também já obrigaram ao corte da Autoestrada 13 (A13), entre o nó de Almalaguês e Coimbra, e também da A13-1, que dá acesso à Autoestrada do Norte por Condeixa-a-Nova.

De acordo com o 2.º comandante distrital, a linha de fogo tem uma extensão contínua de cerca de cinco quilómetros, sendo que a "maior ameaça é a frente que avança em direção a Almalaguês".

"As operações não têm sido muito favoráveis devido ao vento, que causaram várias projeções", frisou Nuno Pereira, salientando que os meios estão todos posicionados e em "combate dedicado", esperando dominar as chamas antes do amanhecer.

No terreno estavam cerca das 01:00 um total de 567 operacionais, apoiados por 169 viaturas, segundo a página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Também cortada ao trânsito está a Autoestrada 13 (A13), entre o nó de Almalaguês e Coimbra, disse à agência Lusa fonte autárquica. Segundo o vereador Rui Godinho, responsável pelo pelouro da Proteção Civil no município de Miranda do Corvo, as projeções causaram novos focos de incêndio, sendo que um deles obrigou ao corte da A13 cerca das 22:30.

/ JFP e MM - Atualizada às 01:12 de sábado