O diretor nacional da PSP, Manuel Magina da Silva, foi este domingo recebido pelo Presidente da República, tendo revelado aos jornalistas que propôs a Marcelo uma reorganização das polícias que passa pela extinção da PSP e do SEF, fundindo as duas forças numa "polícia nacional".

Magina da Silva admitiu que está a ser trabalhada a fusão da PSP com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e que abordou a questão com o Presidente da República.

O que tem sido anunciado e tem sido trabalhado com o Ministério da Administração Interna passará não pela absorção, mas pela fusão entre a PSP e o SEF”, afirmou Magina da Silva, depois de um encontro com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, após dias de polémica em torno da morte de um cidadão ucraniano nas instalações do SEF no aeroporto de Lisboa, em março.

O diretor da PSP disse ter “proposto, de forma muito direta”, e que abordou o assunto “com o senhor Presidente”, que a PSP seja extinta e o SEF extinto.

E surge uma polícia nacional, como, aliás, acontece em Espanha, França e Itália”, descreveu.

Horas mais tarde, o ministro da Administração Interna afirmou que a projetada reforma no âmbito do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) será anunciada "de forma adequada" pelo Governo "e não por um diretor de Polícia".

Respondendo depois em comunicado às declarações do ministro, a direção nacional da PSP esclareceu que as declarações feitas este domingo pelo diretor sobre uma reestruturação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) foram apenas uma “visão pessoal” que não pretenderam condicionar qualquer reestruturação.

O diretor nacional da PSP “apenas apresentou a sua visão pessoal para a reestruturação em curso que, obviamente, não afeta o trabalho conjunto em curso entre as Forças e Serviços de Segurança e a decisão por parte do Governo”, diz-se no comunicado.

Este domingo, o primeiro-ministro, António Costa, evitou falar sobre a matéria e remeteu esta questão para mais tarde.

Ontem, a TVI avançou que a extinção do SEF estava a ser ponderada. Fonte da tutela confirmou à TVI que o processo foi cozinhado pelo Governo com o aval de Belém e que, no limite, pode vir a ser criado um novo organismo que se encarregará da atribuição de vistos, autorizações de residência e pedidos de asilo. A mesma fonte admitiu que o processo foi acelerado por causa da morte de Ihor Homeniuk.

Tristeza e orgulho" por morte de agente em Évora

O diretor nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) afirmou ainda que “é um dia de tristeza e de orgulho” pela morte de um agente, em Évora, quando auxiliou uma mulher vítima de violência doméstica.  

Para a PSP, é um dia de tristeza e de orgulho. Tristeza porque um de nós tombou em cumprimento da missão. De orgulho, porque foi um polícia que estava fora de serviço mas que, pelo apelo de missão, interveio para defender uma cidadã”, disse.

Magina da Silva disse já ter falado com a mulher do agente, que foi atropelado, “aparentemente de forma intencional”.  

O diretor nacional da polícia evitou comentar mais pormenores sobre o caso, nomeadamente de se tratar ou não de um reincidente.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte do agente do Comando Distrital da PSP de Évora, vítima de atropelamento após uma intervenção policial, tendo já expressado as condolências à viúva.

Este agente da PSP em Évora morreu hoje de madrugada no hospital local depois de ter sido atropelado por uma viatura conduzida por um suspeito de violência doméstica, que fugiu e, entretanto, já foi detido, revelou o Comando nacional da Polícia.

O agente do Comando Distrital de Évora da Polícia não estava de serviço, no sábado à noite, mas interveio numa situação de violência doméstica que presenciou, na rua, acabando por ser atropelado pelo alegado agressor, que se pôs em fuga.

O homem detido pela GNR, suspeito do atropelamento mortal, é um guarda prisional do Estabelecimento Prisional (EP) de Sintra, de 52 anos, revelou hoje a Guarda à agência Lusa.

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