O Santuário de Fátima acolheu na manhã desta quarta-feira milhares de fiéis para as cerimónias finais da peregrinação de outubro, embora registe muitas clareiras no recinto de oração.

Presididas pelo arcebispo de São Salvador da Bahia e primaz do Brasil, Sérgio da Rocha, estas cerimónias assinalam a 6.ª Aparição de Nossa Senhora, com particular destaque para o chamado “Milagre do Sol”.

Sendo a primeira peregrinação sem limitação de peregrinos desde o início da pandemia, é a última grande peregrinação aniversária de um ano pastoral ainda muito marcado pela covid-19.

Nas cerimónias estão a participar 48 grupos organizados, sendo 19 deles portugueses, das dioceses do Algarve, Aveiro, Beja, Bragança-Miranda, Coimbra, Évora, Lamego, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Setúbal e Vila Real, disse o departamento de informação do Santuário de Fátima.

Os restantes grupos inscritos são oriundos de países estrangeiros, com destaque para a Itália, com oito grupos, a França, com cinco, e a Espanha, com três.

Alemanha, Bélgica, El Salvador, Eslováquia, Irlanda, Polónia, Reino Unido, Estados Unidos da América e Suíça são outros países com grupos organizados em Fátima, onde também se encontra um grupo de filipinos residentes na Holanda.

A missa internacional, presidida pelo arcebispo brasileiro, está a ser concelebrada pelo cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e cerca de 200 padres.

Aspeto que tem merecido atenção é a questão da segurança sanitária, com cerca de 60 pessoas (entre voluntários, servitas e escuteiros) a marcarem presença nas entradas do recinto de oração, a apelar ao uso de máscara pelos peregrinos e a dispensar álcool gel para higienização das mãos.

A recetividade por parte dos muitos peregrinos tem sido a nota dominante, com a generalidade a concordar com a manutenção destes procedimentos.

/ AG