O empresário luso-angolano Hélder Bataglia apresentou-se voluntariamente no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para interrogatório complementar no âmbito do processo Operação Marquês, disse este sábado o seu advogado.

Num curto comunicado, Rui Patrício acrescenta que o seu constituinte prestou “todos os esclarecimentos solicitados” e mantém-se “disponível para (continuar a) prestar às autoridades judiciárias a colaboração considerada necessária”.

O empresário Hélder Bataglia está sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência e não lhe foram decretadas outras medidas de coação, assim como não pendem sobre ele quaisquer mandados de detenção, nacional ou internacional, acrescenta o advogado.

A Lusa contactou Rui Patrício, no sentido de obter mais esclarecimentos, mas o advogado disse que ele e o seu constituinte não tencionam fazer qualquer outro comentário além do referido no comunicado.

O processo Operação Marquês conta com mais 17 arguidos, entre os quais o antigo primeiro-ministro socialista José Sócrates, que esteve preso preventivamente mais de nove meses, e que está indiciado por fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e corrupção passiva para ato ilícito.

Entre os arguidos contam-se o ex-ministro socialista Armando Vara e a filha, Carlos Santos Silva, empresário e amigo do ex-primeiro-ministro, Joaquim Barroca, empresário do grupo Lena, João Perna, antigo motorista do ex-líder do PS, Paulo Lalanda de Castro, do grupo Octapharma, Inês do Rosário, mulher de Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e os empresários Diogo Gaspar Ferreira e Rui Mão de Ferro.

 
Redação