presidente da Câmara de Lamego disse hoje que “há culturas perdidas a 100%” no concelho, com prejuízo de “enorme gravidade”, que está a ser avaliado, devido à queda de granizo deste fim de semana.

As freguesias de zona vinhateira e de pomar, como as de Cambres, Sande e a da cidade de Lamego, Várzea de Abrunhais, Britiande e Valdigem, principalmente no domingo, sofreram prejuízos de enorme gravidade, com várias situações de culturas perdidas a 100%”, afirmou, à agência Lusa, o presidente da Câmara de Lamego, Ângelo Moura.

Houve situações de danos em infraestruturas”, mas o que “mais preocupa e onde os danos são maiores são nas vinhas e nos pomares de várias frutas”, sublinhou o autarca.

Trata-se de danos e prejuízos que só o tempo vai conseguir recuperar e, apesar de ainda não haver contas feitas, estamos a falar de dezenas de milhares de euros.

Ângelo Moura referiu que há propriedades com “dezenas de hectares com perda total”, tanto de vinha como de pomares, embora os “danos efetivos, só com o passar dos dias é que vão ser contabilizados”.

De todo o modo, para já, “pode falar-se em dezenas de milhares de euros”, salientou.

O presidente do município, a pedido de alguns produtores e associações de agricultores, reuniu-se ao início da tarde de hoje com a diretora regional da Agricultura do Norte, Carla Alves Pereira, encontro que contou também com a presença dos presidentes de junta das freguesias mais afetadas.

Foram dadas algumas respostas às preocupações levantadas e procurou-se motivar os agricultores para a prevenção futura, no que diz respeito aos pomares, com a colocação de rede de proteção”, contou.

Os produtores ficaram a saber que, neste momento, “está aberta uma candidatura para realizar esse investimento” nas redes de proteção e foi também “acedido o pedido de prorrogação do prazo da candidatura”, acrescentou.

Também há um eventual reforço de verbas, caso seja necessário, num processo simplificado, sem exigências burocráticas e com apoio a 100%, a fundo perdido, de 18 mil euros por hectare, a que os agricultores se podem candidatar e que será objeto de resposta rápida por parte da direção regional”, prometeu.

O seguro de colheitas, “pouco divulgado e que deve ser difundido, nomeadamente, na zona das frutícolas” foi outro tema em cima da mesa uma vez que “tem de ser repensado porque o valor do prémio a pagar é avultado”.

Agência Lusa / HCL