88 militares portugueses integrados na missão das Nações Unidas na República Centro-Africana testaram positivo para a covid-19, indicou o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Os militares infetados estão bem e apresentam bom prognóstico, permanecendo dentro da sua base em Bangui (Campo M’Poko) em isolamento, sob acompanhamento da equipa médica da Força e em estreita articulação com as estruturas da saúde militar no território nacional", esclareceu o EMGFA, em comunicado. 

Os restantes 92 militares da Força Portuguesa foram igualmente testados e apresentaram resultado negativo para o SARS-CoV-2.

Encontram-se em quarentena, no Campo M’Poko, tendo sido tomadas as medidas consideradas adequadas para a contenção deste surto", foi explicado.

A Força Portuguesa encontrava-se já num período de regeneração de capacidades em Bangui, após ter realizado uma operação de cerca de um mês na região de Bocaranga, onde teve intensa atividade operacional. 

Marcelo já falou com comandante

O Presidente da República falou por telefone com o comandante da força nacional destacada na República Centro-Africana (RCA) e soube que os 88 militares infetados com o novo coronavírus estão assintomáticos.

Esta informação consta de uma nota hoje publicada pela Presidência da República após o Estado-Maior-General das Forças Armadas ter divulgado que pelo menos 88 dos 180 militares portugueses que integram a missão da ONU na RCA estão infetados com o novo coronavírus, mas encontram-se bem.

Segunda a nota hoje publicada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa, "contatou via telefone com o comandante da força para se inteirar da situação no terreno", após ter sido "informado no sábado" desta situação.

Os militares encontram-se a cumprir a quarentena e estão assintomáticos", lê-se na mesma nota.

 
Redação / CM e MM - atualizada às 14.54