Portugal recebeu mais 23 refugiados, a partir do Egito, esta terça-feira, ao abrigo do Programa Voluntário de Reinstalação do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR). É o segundo grupo proveniente daquele país.

O grupo é constituído por 15 adultos e oito menores (cinco agregados familiares), sendo que a maioria dos adultos tem idades compreendidas entre os 20 e os 55 anos e, no caso dos menores, a maioria está abaixo dos 16 anos, refere um comunicado conjunto do ministro da Administração Interna e da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa.

Dos refugiados, 11 são provenientes do Sudão do Sul, nove do Sudão e três da Síria. Foram acolhidos pela Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) em Elvas, Gondomar, Olhão, São João da Madeira e Vila Viçosa.

O comunicado afirma tratar-se de um grupo de pessoas refugiadas, candidatas à reinstalação em Portugal, que se encontrava no Egito sob proteção do ACNUR.

A reinstalação consiste num processo de seleção e transferência de refugiados, já reconhecidos pelo ACNUR, de um país terceiro considerado o primeiro país de asilo, para outro Estado.

Em dezembro passado, chegaram a Portugal as primeiras 33 pessoas do grupo que em julho integrou a missão de seleção realizada por uma equipa conjunta do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) no Egito.

Esta missão realizou-se na sequência da resposta portuguesa a um pedido da Comissão Europeia, dirigido aos Estados-membros no sentido de serem reinstalados na EU até ao final de 2015 50 mil pessoas que carecem de proteção internacional.