O vinho do Porto entrou esta terça-feira pela primeira vez no livro dos recordes do Guiness, no âmbito do Lisbon Bar Show, ao juntar 293 pessoas naquela que foi a maior prova comentada do mundo.

A azáfama era visível para juntar numa sala do Convento do Beato, em Lisboa, as cerca de 300 pessoas que iam tentar bater o recorde a que a organização do Lisbon Bar Show se tinha proposto, “o concretizar de um sonho com mais de três anos” como explicou no final à Lusa, Alberto Pires, o organizador do evento.

A quinta edição do Lisbon Bar Show, “o maior evento de bar e ‘coctails’ a nível nacional”, que hoje abriu portas, junta em Lisboa, durante dois dias, mais de 100 expositores e as principais marcas de bebidas e teve como atração a candidatura ao recorde do Guiness com a maior prova comentada de vinho do Porto.

Quatro marcas

Durante cerca de meia hora, os quatro representantes das marcas de vinho do Porto que estiveram em prova – Porto Cruz, Cálem Velhotes, Porto Réccua e Porto Barros – apresentaram a bebida e suas características, propondo um brinde no final de cada explicação, com a prova a decorrer com um copo desenhado pelo arquiteto Siza Vieira, especificamente para provar vinho do Porto.

Estou muito contente, é um projeto com mais de três anos. Foi complicado, mas conseguimos reunir as 293 pessoas. O objetivo foi superado”, disse à agência Lusa, Alberto Pires, depois de ter sido alcançado o recorde que, conforme explicou, deu “algum trabalho a convencer o Guiness World of Records (GWS)” para ser feito com vinho do Porto.

De acordo com o responsável, o GWS “tem milhentos recordes sobre vinho em geral", pelo que "não conseguia convencer na diferença entre vinho e vinho do Porto", reconhecendo que "só a muito pouco tempo do arranque do Lisbon Bar Show é que conseguiram aprovar, exigindo 250 pessoas".

De acordo com os quatro representantes das quatro marcas de vinho do Porto em prova, todos com características diferentes, do mais doce ao mais frutado, até aquele envelhecido por mais de 30 anos em pipas de madeira, havia o ponto em comum de serem todos eles usados em ‘cocktails’ e apreciados por um público jovem.