O segundo e último dia da greve parcial dos trabalhadores da Transtejo/Soflusa, empresas que asseguram a ligação fluvial entre Lisboa e a margem sul do Tejo, estava às 08:20 com uma adesão de 100%, segundo o sindicato.

Os trabalhadores da Transtejo e da Soflusa (duas empresas que têm administração comum) cumprem hoje o segundo e último dia de uma greve parcial, de três horas por turno, para reivindicar uma atualização salarial.

“Até cerca das 08:20, a adesão ao nível da operacionalidade é de 100% nas duas empresas. Não há navios a circular”, disse Carlos Costa da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) e Sindicato dos Transportes Fluviais.

Segundo Carlos Costa, a adesão à greve na quarta-feira, primeiro dia da greve parcial, foi de 100% nas duas empresas.

Já a empresa registou no primeiro dia de greve parcial, no que diz respeito aos dois períodos do dia, uma adesão de 53%, com 49% de adesão por parte dos trabalhadores da Transtejo e de 64% da Soflusa.

Os trabalhadores decidiram realizar greve depois de uma reunião em 30 de junho com a administração que gere as duas empresas e que foi “inconclusiva".

“Colocamos novamente a questão à empresa de qual era a disponibilidade para negociar e a resposta que a empresa deu foi exatamente a que já tinha dado antes. Ou seja, não tem nada a dizer aos sindicatos. Portanto, tudo ficou na mesma”, justificou na altura Paulo Lopes, da FECTRANS.

Paulo Santos salientou que a greve “não é contra a administração”.

“A administração está amarrada de pés e mãos. Os sindicatos estão disponíveis para negociar e, de facto, o Governo que tome as medidas necessárias para que seja possível haver uma negociação”, argumentou.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da Transtejo/Soflusa referiu que a administração “manteve a proposta anteriormente apresentada aos sindicatos” e que se mantém “disponível para dialogar”.

Nos dias 16 e 17 de junho, os trabalhadores da Transtejo/Soflusa realizaram uma greve parcial, de três e duas horas por turno, por a empresa manter a sua posição de "aumento de 0%" nas negociações salariais, depois de uma primeira luta em 20 de maio.

A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.

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